uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Mãe, Filho e Espírito Santo alienígena

A Santíssima Trindade verde da artista Erika Brás

Do insondável espaço da criatividade chegou à mente de Erika Brás a informação necessária para gerar uma espinhosa família de gesso.

Edição de 17.07.2008 | Sociedade
Um dia o telemóvel de Erika Brás tocou. A ligação não era de Marte mas da terra. Da terra onde a artista plástica tem instalado o seu atelier, entenda-se. A administração do W-Shopping, em Santarém, ia fazer uma exposição sobre Ovnis e encomendou-lhe um trabalho artístico. Assim mesmo. Sem qualquer outra imposição.A artista andou duas semanas a pensar no assunto. Até que um dia, ao cair da tarde, à hora dos ovnis, foi iluminada. Teve uma visão. A criatividade emitiu um bip-bip semelhante ao sinal que o sputnik enviou da órbita da terra para os receptores de rádio do mundo, já lá vão mais de 50 anos. Erika deitou mãos à obra e foi moldando em gesso a informação que recebia dos insondáveis domínios da mente.Uma altura em que esteve doente houve amigos que a observaram com o interesse clínico de todos os amigos. O diagnóstico espantou-a. Um dos seus sete corpos estava doente. Um dos sete corpos invisíveis que nos rodeiam. Nem crente, nem descrente, ela ouviu e meditou no assunto. Quando melhorou presumiu que o corpo enfermo sobrevivera. Há situações inexplicáveis na vida de todos nós. Na madrugada boreal da Portela das Padeiras nasceu uma estranha Santíssima Trindade de cor verde. Mãe, filho e Espírito Santo alienígena. A parturiente diz que no princípio da gestação havia o cacto. Um cacto do deserto, algures do México, poiso preferido de naves espaciais. A Santíssima Trindade era incontornável. Catolicismo e misticismo com poeira cósmica sobrenatural. Uma mistura do outro mundo. A história da escultura que nunca foi oficialmente baptizada, terminou de forma trágica. No regresso a casa após a exposição, partiu-se. Melhor fora ter-se desintegrado para ter um final à altura do nascimento.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...