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Mudança de maestro para acabar com desafinação na banda

Mudança de maestro para acabar com desafinação na banda

Direcção da Sociedade Filarmónica União Samorense quer iniciar novo ciclo

A saída de vários músicos descontentes com o maestro foi a razão apontada para a sua substituição.

Edição de 17.07.2008 | Sociedade
O maestro João de Lemos deixou o comando da banda da Sociedade Filarmónica União Samorense (SFUS) no dia 8 de Julho, após 10 anos de serviço. O novo maestro é Luis Moreira da Silva, 31 anos, músico da banda da Marinha. É a primeira vez que dirige uma banda civil e foi apresentado na terça-feira. A mudança não foi pacífica e teve como origem desentendimentos entre o antigo maestro e alguns músicos.José Rego, reeleito presidente da colectividade, no dia 3 de Julho, disse a O MIRANTE que o objectivo agora é revitalizar a banda que tem mais de um século de existência. “Tínhamos de ter coragem para tomar estas medidas. A continuar assim a banda corria o risco de ter de suspender a sua actividade”, referiu. A decisão foi tomada por unanimidade pelos oito directores que participaram na reunião de 7 de Julho. Na acta, a que O MIRANTE teve acesso é referida a existência de músicos que se recusavam a tocar com o maestro. A mesma acta refere que “quando o maestro chegou à banda existiam 52 músicos no activo e actualmente há apenas 23”. Este decréscimo estava a obrigar a sociedade a contratar músicos para as actuações da banda.Segundo é relatado, houve ensaios em que só compareceram 6 músicos e no concerto de aniversário, dia 15 de Junho, foram pagos mais de 500 euros em cachets de músicos convidados pelo maestro. “Deixa de ser a banda de Samora e é uma situação insustentável para a direcção”, argumenta o presidente das SFUS.Em declarações a O MIRANTE, o maestro João de Lemos mostrou-se chocado com o facto de ter sido divulgada uma acta onde a sua saída é abordada. “Disseram-me que tinha um novo projecto, que nunca me foi apresentado. Naturalmente perguntei se estavam a contar comigo e foi-me dito que não.”, explicou.João de Lemos considera que está a ser vítima duma manipulação que visou afastar da direcção pessoas que sempre o apoiaram no seu trabalho e dá o exemplo de Josué Lopes. “Ele era membro do conselho fiscal mas assumia todo o papel executivo na banda num sistema de voluntariado onde dedicou muitas horas à banda”, realça. Quanto ao facto de vários músicos terem abandonado a banda, o maestro diz que “ alguns músicos mais antigos sentiram-se ultrapassados em termos artísticos” porque a banda cresceu e evoluiu. “Não somos uma banda de terra. Somos uma banda conceituada e respeitada”, sublinha.
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