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Requalificação da creche e criação de berçário na Ereira sacrificam campo de futebol

Uma faixa de 30 metros do recinto de jogo vai ser utilizada para as valências sociais

Solução vem sendo falada há 10 anos e parece ter o acordo das instituições.

Edição de 17.07.2008 | Sociedade
A requalificação da creche do Centro Social Paroquial da Ereira, no concelho do Cartaxo, e a criação de um berçário naquelas instalações vai exigir o sacrifício do campo de futebol da freguesia numa faixa de terreno com cerca de 30 metros. A solução vem sendo falada há cerca de dez anos e nem parece dividir os responsáveis das diferentes instituições, desde que ninguém saia a perder do “negócio”.Para ao Centro Social Paroquial o projecto é essencial para dar uma resposta mais capaz às necessidades das crianças e dos seus pais. O campo de futebol pelado está instalado em terrenos do centro e a apenas dez metros das instalações actuais da creche e do centro de dia.“Temos um projecto para regularizar a situação da creche, cujas instalações com o tempo ficaram desadequadas face às novas exigências da legislação, melhorando as condições e criando uma sala para berçário (crianças até quatro meses de idade). E que prevê que se utilize uma parte do campo de futebol, alienando o terreno para poder financiar os trabalhos”, explicou a O MIRANTE o presidente da instituição, padre Vítor Alcobia.Em causa estão alterações como mudança de janelas, disposição de salas e de muitas outras características da construção. Apesar de ter as suas actividades protocoladas com a Segurança Social, o Centro Social e Paroquial da Ereira espera conseguir chegar a acordo com todas as partes, para avançar com o projecto. Por parte da secção desportiva da Casa do Povo da Ereira, responsável pela equipa de futebol que tem utilizado o campo, João Mota não põe obstáculos ao projecto do centro mas diz esperar que tudo se resolva a contento das partes. “Sabemos que o campo deverá ficar sem uma faixa de terreno com cerca de 30 metros de comprimento. E que para compensar terá de ter mais 30 metros num terreno num dos topos, propriedade da junta de freguesia. Há mais de 30 anos que ali se pratica futebol e hoje movimentamos cerca de 40 pessoas”, lembra o responsável. A Junta de Freguesia da Ereira quer ajudar no processo e tem um terreno num dos topos do campo. Mas Anabela Rodrigues esclarece que o espaço não é suficiente para fazer uma extensão do recinto do jogo e ao mesmo tempo dotá-lo das infra-estruturas de apoio de que está necessitado: sanitários e balneários para as equipas de futebol e de arbitragem, além de salas para a direcção do clube. “Terão de ser adquiridas duas ou três parcelas de terreno anexas à da junta para se poder acrescentar o campo de futebol e fazer as obras necessárias”, explica a autarca da Ereira. O MIRANTE tentou falar com o vereador que tem tratado desta matéria na autarquia mas não foi possível falar com Francisco Casimiro até ao fecho desta edição.

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