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Tráfico de droga no Bairro da Desgraça termina com penas suspensas

Tráfico de droga no Bairro da Desgraça termina com penas suspensas

Tribunal de Coruche decidiu dar oportunidade a arguidos acusados de tráfico de droga e detenção ilegal de armas

Juiz avisou que as autoridades vão continuar atentas às movimentações do bairro de Coruche e que no caso dos arguidos serem de novo apanhados a cometer crimes não vai haver bondade que lhes valha.

Edição de 17.07.2008 | Sociedade
Sete dos 11 arguidos do processo de tráfico de droga no Bairro da Desgraça, em Coruche, foram condenados a penas de prisão entre os cinco anos e os 15 meses, suspensas na sua execução por igual período ao das penas. Em relação a quatro deles provou-se terem cometido o crime de tráfico de droga, enquanto os outros foram condenados por detenção de arma proibida. O Tribunal de Coruche aplicou ainda multas entre os 1.250 euros e os 900 euros pelos crimes de detenção de armas proibidas a outros três arguidos. Um foi absolvido do crime de tráfico por falta de provas. O juiz presidente do colectivo, Manuel Pedro, que leu o acórdão na segunda-feira, dia 14, no Tribunal de Coruche, referiu que esta é uma oportunidade dada aos arguidos que no caso de voltarem a cometer algum crime terão que cumprir as penas em que foram condenados. E deixou o aviso que a GNR e a Polícia Judiciária podem continuar a investigar as movimentações no bairro. “Ainda vou ficar por cá uns anos e a próxima vez que vierem cá paciência, não vai haver bondade que os ajude”, disse o juiz dirigindo-se aos arguidos. Realçando que “o tribunal está a fazer um esforço, não sei se inglório, para vos conceder uma oportunidade para merecerem a liberdade”, o juiz disse ainda após a leitura do acórdão que sabe que “o bairro é conhecido pelas piores razões”. Por isso, acrescentou que se praticarem algum crime serão encaminhados para o estabelecimento prisional onde “já passaram algum tempo”. Recorde-se que seis dos arguidos estiveram presos preventivamente mas antes do acórdão foi decidido alterar a medida de coacção e apenas um deles continuou recluso. A exemplo do que aconteceu durante as sessões de julgamento, a leitura do acórdão foi rodeada de fortes medidas de segurança com toda a gente obrigada a identificar-se e a passar pelo detector de metais antes de entrar na sala de audiências. O Ministério Público tinha acusado onze pessoas de tráfico de droga no âmbito de uma investigação iniciada em 2006 no Bairro da Desgraça . Na acusação referia-se que a maior parte dos arguidos dedicava-se ao tráfico desde o início de 2006, com base em vigilâncias feitas pela GNR e numa operação da Polícia Judiciária em 2007. Altura em que foram apreendidos vários pacotes de droga, alguns enterrados atrás de uma barraca do bairro. Foram também confiscadas armas e dinheiro que se suspeitava ser proveniente da venda de produtos estupefacientes.
Tráfico de droga no Bairro da Desgraça termina com penas suspensas

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