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Governo quer incentivar jovens a apostarem na agricultura

Edição de 24.07.2008 | Economia
O governo pretende incentivar os jovens a optarem por uma actividade na agricultura de modo a rejuvenescer um sector onde a média de idades dos profissionais ronda os 55 anos e vai avançar com algumas medidas. O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas anunciou a revisão da Lei do Arrendamento Rural e a criação de bancos de terras como formas de conseguir o rejuvenescimento do sector agrícola. "As reformas do Ministério da Agricultura não acabam, porque não aceitamos que a média de idades dos agricultores seja de 55 anos", disse, na altura, Jaime Silva, acrescentando que "é necessário encontrar terras para os jovens que querem investir na agricultura.Segundo dados recolhidos pela agência Lusa junto da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) a maioria dos agricultores portugueses tem 50 a 60 anos, mais de 20 por cento não sabe ler ou escrever, 90 por cento das explorações tem dimensão económica pequena e 80 por cento usa mão-de-obra familiar.Este retrato, juntamente com as dificuldades em obter terras para cultivar, quando a agricultura não é um negócio de família, e a ideia ainda dominante de falta de status social ligada aos agricultores, afasta os jovens em início de vida profissional da actividade agrícola.O último Recenseamento Geral da Agricultura publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com data de 1999, refere a existência de 293.509 explorações agrícolas com um hectare ou mais e 3.684.924 hectares de Superfície Agrícola Utilizada (SAU), para uma superfície total de 4.904.973 hectares. O total de culturas temporárias abrangia, em 1999, 1.399.372 hectares, com os cereais utilizados no fabrico de pão a representarem mais de metade, com 602.276 hectares.Quanto aos agricultores, aquela publicação do INE refere que do total de 375.938, cerca de 77 por cento, ou 289.291 são homens e 198.065 têm mais de 55 anos. Entre os homens, 276.781 trabalham de forma autónoma e somente 12.510 são empresários. No nível de instrução, a maioria (81 por cento) frequentou o ensino básico, enquanto a "formação" específica em agricultura se resume em 89 por cento dos casos à prática do dia-a-dia.

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