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Lisboa e Santarém lideram a lista negra dos acidentes mortais na construção

Lisboa e Santarém lideram a lista negra dos acidentes mortais na construção

Dados fornecidos por sindicato relativos ao primeiro semestre deste ano
Edição de 24.07.2008 | Economia
Lisboa com sete acidentes mortais e Santarém com cinco são os distritos que lideram a lista negra da sinistralidade na construção civil no primeiro semestre deste ano. O número de acidentes de trabalho mortais baixou significativamente, para 23, contra 38 em período homólogo de 2007, segundo dados de um sindicato do sector. Faro (dois), Aveiro (um), Braga (um), Coimbra (um), Leiria (um), Setúbal e Viana do Castelo, também com um em cada distrito completam a lista.O balanço, apresentado pelo do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Materiais de Construção do Norte e Viseu, afecto à CGTP-IN, aponta para “uma grande diminuição de acidentes de trabalho mortais, comparativamente a anos atrás”. Este ano, nos primeiros seis meses, verifica-se “a maior redução de sempre, tendo morrido menos 15 trabalhadores do que em igual período do ano anterior, e isto deve-se ao trabalho de parceria entre as empresas e a Autoridade para as Condições de Trabalho, com acções pedagógicas alusivas à segurança no trabalho”, disse o presidente do sindicato, Albano Ribeiro.No âmbito de uma campanha destinada a reduzir estes acidentes, realizaram-se desde Janeiro 55 acções, em que participaram mais de 7.000 trabalhadores e que contribuíram para os resultados alcançados. “Quanto maior for a sensibilidade e o investimento por parte dos empregadores no que toca aos meios de protecção, quer individuais, quer colectivos, e os trabalhadores mais utilizarem essa mais valia para evitar o pior em todas as fases da obra”, melhores serão os resultados, defende o sindicato num documento apresentado à comunicação social. Entre as 23 mortes registadas este ano, as principais causas foram quedas em altura (oito) e esmagamentos (cinco). Do total de acidentes mortais no primeiro semestre, nove ocorreram em empresas com menos de 10 trabalhadores, quatro em empresas de 10 a 20 trabalhadores, outros quatro em núcleos de 21 a 51 trabalhadores e seis em empresas com mais de 50 funcionários. Os totais dos últimos anos (de Janeiro a Dezembro) registam 101 mortos em 2004, 86 em 2005, 71 em 2006 e 82 em 2007.
Lisboa e Santarém lideram a lista negra dos acidentes mortais na construção

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