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Assembleia do Cartaxo aprova empréstimo para pagar dívidas

Oposição fala em processo mal conduzido e hipotecamento do futuro
Edição de 24.07.2008 | Política
A Assembleia Municipal do Cartaxo aprovou, em reunião extraordinária realizada terça-feira, o estudo económico-financeiro que sustenta a contracção de um empréstimo bancário, de médio e longo prazo, no valor de 13 milhões de euros. O empréstimo terá como fim único o pagamento total das dívidas a terceiros e já fora aprovado na reunião do executivo.Discutidos separadamente os dois assuntos mereceram fortes críticas da oposição à maioria socialista que gere o município. O ponto do empréstimo foi polémico porque os deputados não receberam, conforme exige a lei, pelo menos três propostas apresentadas ao município. CDU e BE pediram a realização de outra assembleia para discutir convenientemente aquele ponto, que acabou por ser votado após ter sido entregue uma folha com os dados aos deputados.BE, CDU e PSD votaram contra o estudo financeiro, enquanto no que respeita ao empréstimo só os social-democratas o fizeram. CDU e BE abstiveram-se. Em ambas as votações o PS viabilizou as propostas.Vasco Cunha (PSD) lembrou a todos que só a má gestão do presidente da câmara, Paulo Caldas (PS), levou a que se chegasse ao extremo de contrair um empréstimo de médio e longo prazo, confirmando a situação de desequilíbrio financeiro da autarquia. “O município do Cartaxo encontra-se entre os de piores desempenhos a nível nacional. Ocupa o 27.º lugar do ranking nacional das câmaras, entre 308 municípios, com um prazo médio de pagamento a fornecedores de 358 dias. Paga pior que a Câmara de Lisboa, que está a seguir”, exemplificou Vasco Cunha, recorrendo a dados da Direcção Geral das Autarquias Locais. Pelo BE, Francisco Colaço disse a Paulo Caldas que este não lhe merece qualquer confiança política. “Com o estudo e empréstimo resolveu fazer uma fuga para a frente porque vêm eleições dentro de meses”, concluiu. Apesar de reconhecer a importância de pagar a fornecedores e empreiteiros, a CDU disse estar contra o estudo financeiro devido a um processo mal conduzido. Paulo Caldas defendeu-se das críticas lembrando que quem visita o concelho com o passar dos anos vê desenvolvimento e que isso passou por fazer investimentos e acumular despesas de capital. “Com o estudo financeiro e aprovação do empréstimo as dívidas ficarão limpas e a câmara fará uma consolidação financeira. O que custa à oposição é que a câmara vai conseguir fazer esses pagamentos e deixar de haver o dramatismo da oposição”, respondeu o presidente. O empréstimo necessita ainda do visto do Tribunal de Contas.

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