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Câmara quer resolver dívidas a associações com empréstimos contraídos por dirigentes

Câmara quer resolver dívidas a associações com empréstimos contraídos por dirigentes

Associações e colectividades do concelho do Cartaxo desconfiadas de proposta apresentada
Edição de 24.07.2008 | Política
A Câmara do Cartaxo deve mais de 700 mil euros às associações e colectividades do concelho mas quer que sejam os dirigentes a avalizarem pessoalmente empréstimos para pagamento dessa dívida. As verbas dizem respeito a parte dos protocolos de 2007 e aos protocolos de 2008 estabelecidos entre município e colectividades.A solução, apresentada pelo presidente e vice-presidente da autarquia aos dirigentes numa reunião nos paços do concelho, é encarada com desconfiança pelos representantes do meio associativo. O presidente da câmara, Paulo Caldas (PS), sustenta que essa é uma solução viável para quem quer receber de imediato as verbas a que tem direito. Admite que a proposta resultou de uma conversa com a administração do BES. Às associações e colectividades não foi apresentado qualquer documento assinado entre câmara e entidade bancária. A autarquia compromete-se a suportar juros e outros encargos desses montantes à cabeça e pagar a dívida ao banco até Janeiro de 2009. “Ou é assim ou terão de esperar até Setembro, Outubro ou Novembro quando a câmara tiver condições para pagar”, adiantou o autarca na última reunião do executivo.Para os dirigentes das associações há muito ainda por esclarecer. O presidente da Sociedade Filarmónica Cartaxense (SFC), que movimenta mais de mil pessoas em 25 actividades e modalidades, considera que a solução apresentada foi uma “surpresa”. Faustino da Mata diz que há que obter todas as informações junto do banco e salvaguardar a posição dos dirigentes. “Temos vários alunos a pagar mensalidades e a nossa posição está mais defendida. Mas teremos de convocar uma assembleia-geral para os sócios decidirem o que fazer”, refere. A dívida à SFC é da ordem dos 25 mil euros.Para a Associação Humanitária da Freguesia de Pontével, recorrer ao banco não é solução. O líder da associação, Elias Rodrigues, defende que “a câmara tem condições para fazer face às dívidas mais prementes a quem presta um trabalho social, e liquidar as restantes posteriormente”. Cerca de 60 mil euros de subsídios de apoio à construção da nova sede da associação é quanto está em falta. No folclore também não se vivem tempos desafogados. A proposta de Paulo Caldas vai ser discutida em assembleia-geral do Rancho Folclórico de Vale da Pedra. Segundo Alda Semedo, é a única forma de dar resposta à situação quando está em causa avalizar um empréstimo. “Temos a haver seis a sete mil euros do protocolo de 2008 mais algum dinheiro do de 2007. Estamos a viver algum aperto porque fizemos uma permuta e actuámos em França. As despesas da deslocação são idênticas ao valor do subsídio da câmara”, descreve a dirigente. O Grupo Desportivo de Pontével vai contrair um empréstimo de 27 mil euros junto do BES para receber aquilo a que tem direito da câmara. Uma situação a contra gosto do presidente do clube, Vítor Oliveira, mas dois directores decidiram avalizar o crédito. Vítor Oliveira considera insólito que sejam os credores da autarquia a terem de avalizar empréstimos para lhes ser pago aquilo a que têm direito.
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