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Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional lançada Tejo acima

Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional lançada Tejo acima

Percurso marítimo entre Lisboa e Valada mostra o outro lado do rio
Edição de 23.07.2008 | Sociedade
Sábado, 19 de Julho. 10h00. Começam a chegar os primeiros participantes ao Cais do Mar na marina do Parque das Nações, em Lisboa. Formam-se os primeiros grupos que conversam animadamente. Alguns já se conhecem, outros integram-se facilmente. Poucos minutos depois das 11h00, os tripulantes começam a entrar no varino “Liberdade” – um barco avieiro centenário reparado e restaurado para viagens de lazer - cedido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. O propósito é apresentar a candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional. Um desígnio que envolve múltiplas entidades, da região e não só.À medida que se aproximam, alguns “marinheiros” interrogam-se sobre a capacidade do barco em albergar cerca de oito dezenas de pessoas. O grupo de cépticos tem razão e alguns dos convidados viajam no “Old Lady”, uma embarcação de recreio com capacidade para 20 pessoas.Com toda a comitiva instalada nos bancos de madeira castanhos com mesas pintadas em azul, o “Liberdade” zarpa às 11h20 em direcção a Valada (Cartaxo). Esta viagem foi o ponto de partida para o lançamento oficial da candidatura da cultura avieira a património nacional. O objectivo foi dar a conhecer, de perto, a realidade do grande estuário do Tejo e da cultura avieira existente ao longo do rio.Os primeiros momentos de viagem são de entusiasmo. Todos querem apreciar uma vista que poucos têm o privilégio de viver. Geralmente, observamos o Tejo através das margens. São poucos os que podem vê-lo de dentro do rio. À passagem por Póvoa de Santa Iria os contrastes são notórios. Da margem esquerda do rio é possível ver aglomerados de prédios uns em cima dos outros. Do outro lado, os mouchões – ilhota arborizada que se forma no meio do rio – com vegetação enorme e gado a pastar. Da proa do varino uma imagem única: flamingos que levantam voo ao sentirem a presença do barco.A brisa que corre ameniza o intenso calor. A uma velocidade média de sete nós, o equivalente a 12 quilómetros por hora, o varino demora cerca de duas horas e meia a chegar ao cais de Vila Franca de Xira. O mestre do “Liberdade”, Luís Godinho, ajudado pelo contra-mestre, João Salvador, verifica qual a melhor forma de atracar o barco ao cais.O grupo desembarca na cidade ribeirinha cerca das 13h40, mais de meia-hora depois da hora prevista. São recebidos pela presidente do município Maria da Luz Rosinha, pelo presidente da junta de freguesia, José Fidalgo, e pela vereadora da cultura, Conceição Santos que oferecem o almoço no refeitório municipal. Os membros do executivo revelaram-se uns verdadeiros anfitriões servindo eles próprios o repasto.Após o almoço o grupo visitou, a convite de Maria da Luz Rosinha, a exposição “Vidas no Tejo – Um olhar sobre as comunidades avieiras. Antes de partir, ainda houve tempo para visitar o Museu do Neo-Realismo.Os “marinheiros” partiram do cais de Vila Franca às 16h20 rumo a Valada. Era necessário cumprir horários devido às marés. O cansaço faz-se notar. O ar torna-se mais quente e não corre uma única brisa. Alguns tripulantes não resistem e fecham os olhos por breves momentos. Outros conversam. E há ainda aqueles que aproveitam para namorar.Com o aproximar do final da viagem, a descontracção aumenta. Mais de uma dezena de passageiros concentra-se na proa do varino. Trocam impressões do passeio e tiram fotografias para a posteridade. Chegam a ser tantos na frente do “Liberdade” que o mestre se vê obrigado a pedir-lhes para descer uma vez que o grupo lhe tapa a visão. Depois de atracar no cais de Valada o grupo seguiu em dois autocarros até às aldeias de Palhota (Cartaxo) e Escaroupim (Salvaterra de Magos).Este é um projecto organizado e desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Santarém, Escola Superior de Educação de Santarém, Associação Náutica da Marina do Parque das Nações e pela Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça.Ver Video: http://www.omirante.pt/omirantetv/noticia.asp?idgrupo=2&IdEdicao=51&idSeccao=514&id=23217&Action=noticia
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