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Médico de Alverca acusado de tentar matar vizinho com machado está de baixa há dez meses

Médico de Alverca acusado de tentar matar vizinho com machado está de baixa há dez meses

ARS garante que clínico só regressa ao serviço depois de passar por junta médica

O médico de Alverca acusado de tentar matar um vizinho com um machado escapou ao julgamento por possuir problemas psiquiátricos. A ARS garante que o clínico só regressa ao trabalho quando for considerado apto por uma junta médica.

Edição de 23.07.2008 | Sociedade
O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo garante que o médico que foi acusado de tentar matar um vizinho com um machado só voltará ao serviço, no Centro de Saíde de Alverca, depois de ser dado como apto por uma junta médica.António Branco explicou a O MIRANTE que desde Outubro de 2007, altura em que o médico iniciou a baixa, o clínico tem sido submetido ciclicamente a avaliações de forma a aferir se se encontra em condições de regressar ao trabalho. O que até agora não aconteceu. A próximo avaliação está marcada para 12 de Agosto. O responsável da ARS não explicou de que tipo de baixa se trata, mas garante que no que diz respeito ao foro psiquiátrico a exigência é superior, tendo em conta que é necessário que o profissional seja declarado como estando totalmente recuperado. “Não conheço a pessoa em questão e não sei se o seu estado de loucura é médio, como a maioria das pessoas”, ironiza o responsável que não compreende porque razão o médico continua associado a um desacato entre vizinhos que já data de 2005. António Branco garante que não há ocorrência de processos disciplinares ou desacatos no centro de saúde onde o clínico prestou serviço. Uma situação que é confirmada por Carlos Canhota, vogal da ARS. O processo que envolve o clínico remonta ao período entre 2004 e 2006 e foi arquivado pelo Tribunal em Junho de 2008. No âmbito do processo o profissional foi submetido a perícias médico legais que concluíram que o arguido era “inimputável, mas que necessita de tratamento, podendo criar perigosidade (...) se não for sujeito a tratamento e acompanhamento psiquiátrico”.Em Dezembro de 2005 o médico atingiu à machadada um vizinho. A vítima escapou com vida e o médico não foi detido. O incidente originou uma investigação da Polícia Judiciária e terminou com as ameaças de morte e difamações aos 38 vizinhos, que denunciaram o clínico às autoridades.
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