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O curso já acabou e o dinheiro ainda não chegou

O curso já acabou e o dinheiro ainda não chegou

Desempregados que fizeram formação no CINOD de Santarém ainda não receberam bolsas mensais do fundo social europeu

A situação só não se tornou mais complicada porque o Politécnico de Santarém foi abonando dinheiro para pagar aos formandos. Mas agora já não há margem para mais adiantamentos.

Edição de 23.07.2008 | Sociedade
Os formadores e alguns formandos dos cursos ministrados em Santarém pelo CINOD - Centro de Estudos, Inovação e Desenvolvimento ainda não viram um cêntimo das verbas que têm por receber do Fundo Social Europeu, apesar das várias formações já terem acabado. A situação só não é mais grave porque o Instituto Politécnico de Santarém (IPS), entidade que tutela o CINOD, foi adiantando o pagamento das bolsas mensais aos formandos da maior parte dos cursos. Menos sorte tiveram os 25 alunos do último curso, em Gestão Logística, que ainda não viram a cor do dinheiro referente às bolsas mensais. Dos dois meses de formação (entre 5 de Maio e 4 de Julho) têm a receber um total de 806 euros. Se for tido em conta que estes cursos são destinados a licenciados desempregados percebe-se facilmente que essa verba tem algum significado para quem a espera. Para os formandos não ficarem com as contas a zero, valeu o pagamento dos 50 euros mensais de subsídio de transporte. Maria José Pagarete, coordenadora do CINOD, confirma os atrasos nos pagamentos e diz que o IPS já não pode fazer mais. Ao todo já adiantou 79 mil euros, que espera receber brevemente do Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu (IGFSE). Entidade que diz “não ser possível, no actual momento, efectuar uma previsão de pagamento uma vez que os pagamentos estão condicionados aos fluxos financeiros da Comissão Europeia”.A coordenadora do CINOD afirma que que têm feito sentir a sua preocupação ao Ministério do Ambiente, ao IGFSE e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo. “Os pagamentos eram mensais e foram feitos a todos os outros cursos. Para este último é que já não havia verba. Têm-nos dito que o dinheiro há-de vir e nós continuamos à espera”, declara Maria José Pagarete, admitindo que a situação é “desagradável” pois as expectativas de formandos e formadores não foram cumpridas. Num e-mail enviado a O MIRANTE, fonte conhecedora do processo diz que alguns alunos foram forçados a abdicar do subsídio de desemprego a que tinham direito para frequentar a formação e agora estão na caricata situação de não receber nem de um lado nem de outro.Ramiro Almeida, do Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, revela que essa entidade não procede a pagamentos directos a qualquer entidade beneficiária mas apenas às respectivas autoridades de gestão, neste caso o Gestor do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo, junto de quem procurou esclarecimentos. “Neste momento, o montante por pagar ao CINOD cifra-se em 49 148,11 euros uma vez que foram liquidados, em 16 do corrente, 37 487.02 euros respeitantes à comparticipação pública através do Orçamento da Segurança Social”, informa o responsável.
O curso já acabou e o dinheiro ainda não chegou

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