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O MIRANTE foi conhecer as dificuldades dos automobilistas que entram diariamente em Lisboa

O MIRANTE foi conhecer as dificuldades dos automobilistas que entram diariamente em Lisboa

Quem mora na periferia e trabalha na capital perde três horas diárias no trânsito

No pára e arranca do trânsito a caminho do emprego a velocidade média fica abaixo dos 30 quilómetros por hora. O MIRANTE fez a experiência. Saiu de Vila Franca de Xira às oito e vinte da manhã e chegou à Almirante Reis às vinte para as dez.

Edição de 23.07.2008 | Sociedade
Manhã de segunda-feira, 21 de Julho. 8h20. A melhor hora para conduzir no centro da cidade de Vila Franca de Xira. O trânsito flui com rapidez ao contrário do que acontece noutras horas do dia em que as filas de trânsito se estendem por quilómetros.O MIRANTE quis perceber quais as verdadeiras dificuldades de quem vive na periferia de Lisboa e tem que se deslocar diariamente até à capital para trabalhar. A grande oferta de comboios, autocarros e, em Lisboa, também o metro, leva a que muitos optem pelos transportes públicos. Mas há quem não prescinda de levar o carro até ao local de trabalho.À entrada da A1 em direcção a Lisboa – uma das principais entradas na capital – nota-se o aumento do tráfego automóvel. Camiões na faixa da direita, veículos ligeiros nas faixas central e esquerda. À excepção de um ou outro carro mais apressado os condutores conduzem com tranquilidade até Lisboa.A primeira paragem acontece depois das portagens de Alverca junto à saída de Póvoa de Santa Iria, na descida do rio Trancão. Os veículos da frente ligam os quatro-piscas a assinalar que o trânsito está congestionado. A partir daqui é impossível aumentar a velocidade. Não conseguimos passar dos 50 quilómetros/hora. Nem colocar a terceira mudança.A maioria dos condutores viaja sozinho. Uns assinalam o ritmo da música que estão a ouvir com os dedos no volante. Há quem fume um cigarro para descontrair. Os que viajam acompanhados conversam e alguns chegam mesmo a discutir. Mas, a grande maioria dos condutores permanece impávido e sereno demonstrando que está mais do que habituado a estas complicações matinais no trânsito.À entrada da segunda circular, na zona de Sacavém, trânsito completamente parado na saída para o Eixo Norte/Sul e Parque das Nações. Os radares não nos permitem ultrapassar os 80 quilómetros horários. Saímos em direcção à zona do Areeiro. Surpreendentemente, a rotunda do relógio não oferece resistência. Passamos sem dificuldade. Os problemas surgem na avenida Gago Coutinho. Apesar do sinal estar verde os automóveis não circulam. As buzinas que se ouvem demonstram a impaciência dos condutores. Vinte minutos para percorrer pouco mais de mil metros até à rotunda do Areeiro.Até chegar à Avenida Almirante Reis o cenário é idêntico. As três faixas de rodagem completamente cheias e a andar a passo de caracol. Para piorar, carros estacionados em segunda fila tornam o trânsito ainda mais lento.Chegados ao nosso destino nas proximidades da igreja dos Anjos, novo problema. Local para estacionar a viatura. Felizmente alguma sorte. Dez minutos depois e após três voltas ao quarteirão conseguimos descobrir um lugar.O MIRANTE demorou aproximadamente uma hora e vinte minutos para percorrer cerca de 40 quilómetros. Quem mora na periferia urbana de Lisboa perde diariamente três horas no trânsito. Nada que não se possa contornar com muita paciência. No regresso, ao final do dia, aguarda-os o mesmo cenário.
O MIRANTE foi conhecer as dificuldades dos automobilistas que entram diariamente em Lisboa

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