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Projecto do Centro Cultural Salvador Marques considerado nulo pelo Tribunal

Projecto do Centro Cultural Salvador Marques considerado nulo pelo Tribunal

Amigos do teatro de Alhandra dizem que o edifício projectado nunca passou de “elefante branco”

O projecto do Centro Cultural Salvador Marques, em Alhandra, foi considerado nulo pelo Tribunal. Para a Comissão para a Reabilitação do Teatro Salvador Marques a obra projectada pela autarquia nunca passou de um “elefante branco”.

Edição de 23.07.2008 | Sociedade
O Centro Cultural Salvador Marques, em Alhandra, uma estrutura projectada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para ocupar o espaço do velho edifício do teatro da zona ribeirinha, não irá avançar por violar instrumentos de planeamento urbanístico.O acto de aprovação do projecto de arquitectura foi considerado nulo pelo Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa. A decisão foi conhecida em Junho na sequência de uma acção popular “para defesa dos valores do urbanismo e do património cultural” interposta por um grupo de cidadãos contra a autarquia vilafranquense. O tribunal considerou igualmente que o edifício antigo não deverá ser demolido. Em Agosto de 2001 deu entrada nos serviços da Câmara de Vila Franca de Xira um requerimento em nome da Sociedade Euterpe Alhandrense para aprovação do projecto de arquitectura do “novo Teatro Salvador Marques”, na Praça Soeiro Pereira Gomes. A zona envolvente caracteriza-se por ter entre um a três pisos acima da quota de soleira. “O acto de licenciamento da construção do novo espaço cultural Salvador Marques, ao ter aprovado a edificação correspondente a uma cércea de sete pisos, é nulo, por violação do regulamento do Plano Director Municipal do concelho de Vila Franca de Xira (...) e Plano de Pormenor da Zona Ribeirinha de Alhandra”, refere a sentença. Com a decisão o tribunal dá razão aos cidadãos que tinham já conseguido, através de requerimento inicial de providência cautelar, que a câmara e a Sociedade Euterpe Alhandrense fossem preventivamente proibidas de demolir o notável teatro alhandrense.“É possível que o 'Centro Cultural Salvador Marques' não tenha passado de uma ficção da máquina de propaganda de Maria da Luz Rosinha, para cuja construção nunca houve sequer meios financeiros provisionados – uma espécie de elefante branco virtual, mais destinado a obter e consolidar apoios eleitorais em Alhandra do que a materializar-se”, refere a Comissão para a reabilitação do Teatro Salvador Marques num comunicado crítico.O movimento considera que a decisão do tribunal não livra a autarquia “da responsabilidade de ter malbaratado, ao serviço dos seus caprichos, avultadíssimas somas dos cofres municipais”, como foi o caso do conserto do telhado e posterior aquisição do teatro, custos de elaboração e revisão do projecto megalómano do centro cultural.“Mais do que nunca existem razões para que os alhandrenses e os munícipes em geral exijam a tomada urgente de medidas de salvaguarda e o início dos estudos preparatórios de uma recuperação do Teatro Salvador Marques no respeito pela integridade e simbolismo deste objecto cultural da maior importância, para Alhandra e para o concelho de Vila Franca de Xira”, reclama o movimento.O MIRANTE contactou a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para obter um comentário sobre o assunto, o que não foi possível até ao fecho desta edição.
Projecto do Centro Cultural Salvador Marques considerado nulo pelo Tribunal

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