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Moradores da Castanheira queixam-se de incómodos causados por pombos

Moradores da Castanheira queixam-se de incómodos causados por pombos

Problema começou há cinco anos e não pára de aumentar

Uma autêntica “praga de pombos” está a infernizar a vida de quem mora na urbanização da quinta de São José do Marco, na Castanheira do Ribatejo. Os moradores temem pela sua saúde.

Edição de 24.07.2008 | Sociedade
Os residentes da urbanização da Quinta de São José do Marco, na Castanheira do Ribatejo, estão fartos dos incómodos causados pelas dezenas de pombos que habitam nos telhados dos prédios. Os animais começaram lentamente a ganhar terreno e, segundo quem ali mora, os automóveis, roupas e pessoas não escapam à ira intestinal dos animais voadores que estão a provocar graves incómodos e avultados prejuízos. Os dejectos ácidos acumulam-se e só uma limpeza quase permanente esconde o que realmente se passa. “As ruas estão aparentemente limpas porque as pessoas lavam as suas portas todos os dias”, refere um comerciante a O MIRANTE.A situação está a tornar-se preocupante, uma vez que a população de pombos residentes não parece parar de aumentar. A contribuir para tal facto está a facilidade da espécie em encontrar abrigo e alimento. Para quem vive no local outro grande problema são os ninhos feitos nos algerozes de escoamento de águas pluviais, onde quase todos os anos, por altura das primeiras chuvas, acabam por acontecer entupimentos.“Tudo começou há cinco anos. A população de pombos multiplicou-se de tal maneira que hoje está um caos, com mais de uma centena a habitar nos telhados, talvez mais. Para além dos dejectos, que são prejudiciais à saúde, temos também o problema dos algerozes. Os animais entopem-nos e quase todos os prédios aqui da urbanização já tiveram inundações. Ao desentupirmos os canos deparamo-nos sempre com quilos de porcaria, penas, animais mortos, ovos e ninhos”, refere António Fernando, morador.Para evitar entupimentos nas canalizações alguns condóminos decidiram colocar algerozes exteriores, porque, dizem, é mais fácil de limpar. “No meu prédio, o lote 10, temos um sótão comum que raramente é aberto. Quando um dia o abrimos deparámo-nos com uma imensidão de porcaria que é quase inclassificável: retirámos mais de 300 quilos de dejectos”, refere José Grilo, morador que um dia estava na cozinha e ouviu um bater de asas no tubo do exaustor. “Quando me aproximei para ver o que era, saiu um pombo disparado que correu pela casa toda e saiu pela janela. Até me assustei…”, relata.Os moradores reconhecem o direito dos animais à sobrevivência, mas acreditam que existem alternativas para não prejudicar a vida a quem aqui mora. “Acho que com o apoio da autarquia será possível conciliar as duas coisas: a vivência dos pombos em espaço livre e o nosso bem-estar e segurança”, refere António Fernando.Alguns residentes já gastaram mais de 400 euros em reparações e em redes de protecção para as chaminés e algerozes. Mesmo assim a praga continua com as aves a fazer ninho em varandas desocupadas. Alguns residentes chegam a apontar o dedo a outros vizinhos, acusando-os de alimentar os animais. O presidente da Junta de Freguesia de Castanheira do Ribatejo, António Reis, afirmou a O MIRANTE já ter conhecimento da situação. “Fizemos o que estava ao nosso alcance para ajudar a resolver o problema, nomeadamente através do envio de um alerta à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Vamos enviar novo ofício na próxima semana a alertar para a necessidade de resolução urgente do problema”, esclarece. Contactada pelo nosso jornal, A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira esclareceu que a Administração dos Condomínios deve promover as acções necessárias para a manutenção dos seus edifícios. “Em Novembro de 2006 foram remetidos às administrações dos condomínios (...) ofícios sobre as medidas a Tomar”, esclarece o gabinete de relações públicas da câmara. A autarquia acrescenta que, desde 2006, não deram entrada novas queixas.
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