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Assembleia não resolveu crise directiva no União de Chamusca

A decisão irreversível de demissão da direcção pode hipotecar o futuro do clube

A crise directiva no União Desportiva de Chamusca agrava-se cada vez mais, para já é a continuação do futebol sénior e júnior que está praticamente hipotecado. A nível mais grave, pode ser a continuidade do próprio clube a estar em causa.

Edição de 31.07.2008 | Desporto
Afinal tudo está bem no União Desportiva de Chamusca. Só a direcção está cansada e desmotivada para continuar a trabalhar no clube. Foi a ideia que ficou depois da intervenção do ainda presidente da direcção, Fernando Milheiro na reunião da assembleia-geral, efectuada na sexta-feira, dia 25 de Julho.O presidente, que está na direcção do União há sete anos, confessou-se desiludido com a forma como tem sido comentada a decisão de se demitirem. “Ficámos tristes com tudo o que aconteceu desde que anunciámos a intenção de dar o lugar a gente com outras ideias, e com frescura para levar o clube por diante”, afirmou.Afinal o clube tem uma situação financeira estável, a empresa que colocou o sintético no campo de futebol nunca interpôs nenhuma penhora ao clube, a câmara cumpriu com todos os seus compromissos. E apesar de terem sido aprovadas contas com uma dívida de cerca de 500 mil euros, Fernando Milheiro fez questão de esclarecer que as contas haviam sido fechadas em 30 de Junho, e daí para cá todas as dívidas foram regularizadas. “Apenas ficou por pagar um débito de cerca de 1.500 euros à Associação de Futebol de Santarém, porque eu não tive possibilidades de passar por lá para fazer o pagamento, e para além disso há saldo de tesouraria e temos por receber cerca de 50 mil euros das finanças, relativo a parte do IVA que foi pago nas obras”, afirmou o presidente.O dirigente garantiu que não foi com alegria que tomaram a decisão de pedir a demissão. “Os últimos dois anos e meio foram desgastantes, começámos com sete elementos na direcção e terminámos com três. Nos últimos tempos fomos muito maltratados, os sócios esqueceram depressa o que fizemos”, disse com tristeza, sem nunca avançar com outras explicações.Fernando Milheiro mostrou-se orgulhoso do trabalho efectuado. “Saímos conscientes de que fizemos um grande trabalho no União Desportiva de Chamusca”. Mas esqueceu-se de acentuar que agora com a sua demissão e dos restantes directores deitou por terra todo o trabalho desportivo efectuado.As críticas dos poucos sócios presentes, cerca de uma dúzia, apontaram mais para a “errada aposta na formação, a direcção dirigiu toda a sua atenção para os seniores e esqueceu quase por completo a formação. Nada fez para que houvesse outras equipas que não fossem escolas e infantis, e isso levou ao afastamento de muitos jovens”, disse um associado.Esta crítica irritou Fernando Milheiro, que garantiu que foi a formação possível. Criticando de outra forma os pais.“Que se limitavam a colocar os filhos e virem-se embora, poucos se prontificaram a ajudar”. Estas declarações foram contestadas o que levou o presidente a ameaçar abandonar a reunião.Na altura da eleição de novos corpos gerentes, não havia qualquer lista para sufragar. Os actuais dirigentes garantiram que a sua decisão de abandonar o clube era irreversível. “A nossa decisão é irreversível, estamos dispostos a garantir a gestão do clube por mais alguns dias, mas não tomaremos qualquer decisão a nível desportivo”, disse Fernando Milheiro em jeito de aviso.Aviso que passava pelo facto de se o clube quiser manter a sua equipa sénior na Divisão de Honra Distrital e os juniores na primeira divisão, terá que as inscrever até ao dia 1 de Agosto. “Situação que se afigura muito difícil, mas que ainda será possível”, referiu o presidente da assembleia, José Brás.Mais uma vez os poucos sócios presentes se interrogaram do porquê da decisão tão radical da direcção, que já tinha chegado a acordo com treinadores e jogadores para aproxima época e tudo desfez. Ficando mais uma vez sem uma resposta concreta.Para tentar sair da crise directiva, foi então criada uma comissão, para fazer contactos e tentar encontrar alguém disposto a tomar conta do União Desportiva de Chamusca. A reunião da assembleia não foi encerrada continuando no dia 31 de Agosto de forma a que, se for encontrada direcção, possa se assim o entender, inscrever as equipas no dia seguinte.

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