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Campeão nacional e internacional em todas as categorias

Edição de 31.07.2008 | Desporto
Foi campeão nacional em que categorias?Ergui a Taça de Campeão Nacional em todas as categorias, e nalgumas delas mais do que uma vez. Nos nove anos que levo no Sporting, fui campeão sete vezes. Desses títulos todos qual foi o mais saboroso?Todos são saborosos. São sempre vitórias perante outras grandes equipas, mas o título de juniores, conquistado este ano foi o que me deixou mais marcas. Porque era o título que ainda não tinha e pela forma como foi conquistado. Com um golo marcado já em período de compensação, frente ao Futebol Clube do Porto.Viveu a mudança de andar com a casa às costas a treinar com poucas condições, para a Academia de Alcochete. Foi um grande salto?Se foi. Antes fazíamos grandes sacrifícios, equipávamo-nos em Alvalade, saíamos de autocarro para os campos pelados onde íamos treinar, com frio, chuva ou calor. Muitas vezes voltávamos todos encharcados e enlameados para tomar banho em Alvalade. Eram tempos de grande sacrifício.Valeu a pena passar por isso?Sem dúvida que sim. Agora na academia temos tudo o que é preciso, temos os campos para treinar a dez metros da porta de saída e no interior temos pessoas que lutam para que nada nos falte. Agora é fácil ser jogador e aprender a jogar. Mas a escola vem da época dos grandes sacrifícios.Como era possível formar jovens futebolistas com as condições que havia?Havia muita gente a trabalhar com vontade. Mas tenho que destacar duas pessoas que são os grandes responsáveis pelo que se faz de bom no Sporting. Mais, são os grandes responsáveis pela grande evolução do futebol português e nem sempre são lembrados como mereciam. São os senhores Aurélio Pereira e Jean Paul dois homens que já deviam ter sido distinguidos ao mais alto nível, porque têm formado muitos jogadores e muitos homens.Como é que reagia quando batia a saudade?Sair da família e do seio dos amigos foi muito difícil no início da minha residência na academia. Mas contei sempre com a ajuda dos meus companheiros mais velhos e quando a saudade era mesmo muito grande que me dava para chorar, tinha os psicólogos que não nos deixam ir abaixo. Mais tarde era o telemóvel que servia para pedir à minha mãe para me ir dar uns miminhos, e ela não tardava em ir até à academia para me dar aquele abraço de mãe.Disse que foi internacional em todos os escalões?Sim. Já tenho 27 internacionalizações, desde os iniciados até aos sub-19, onde estive agora na fase de apuramento para o Europeu.Sub – 19 já é uma selecção com outro nível de exigência. A chamada para essa equipa foi o momento mais alto da carreira?Foi um dos momentos mais altos da carreira. A selecção de sub-19 tem exigências que se aproximam muito dos seniores e são poucos os jogadores que lá chegam. Mas, para mim, o ponto mais alto da minha carreira foi a chamada para treinar com a Selecção Nacional A, quando estavam a preparar o Campeonato da Europa. Jogar com aqueles craques todos, e ver o reconhecimento do meu trabalho, foi qualquer coisa de excepcional.

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