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Clubes históricos do distrito de Santarém deixam cair futebol sénior

União de Santarém, Coruchense, Seiça e Abitureiras são já uma certeza

União de Chamusca e Amiense estão também praticamente fora das provas da Associação de Futebol de Santarém.

Edição de 31.07.2008 | Desporto
O União Desportiva de Santarém é um dos clubes mais carismáticos do distrito de Santarém que não vai ter futebol sénior na época de 2008/2009. Mas a crise é geral e são mais os que já desistiram ou que estão em vias de o fazer. O Grupo Desportivo Coruchense já deixou o futebol sénior há dois anos e esta época até o futebol jovem está em risco. O Clube Desportivo Amiense está com sérias dificuldades. Uma reunião da assembleia-geral realizada no dia 30 de Julho, já depois do fecho da edição de O MIRANTE, é a derradeira tentativa para encontrar uma direcção e avançar para a inscrição da equipa de futebol sénior na Divisão de Honra Distrital, situação que tem de acontecer até 1 de Agosto.Na União Desportiva de Chamusca, com a actual direcção demissionária e em gestão corrente, há ainda a ténue hipótese de encontrar um grupo de pessoas para avançar para o comando da colectividade. A reunião da assembleia-geral está marcada para esta quinta-feira, mas a continuidade do futebol sénior e júnior está praticamente posta de parte.Com menos notoriedade no futebol do distrito mas com alguns bons resultados, estão o Abitureiras e o Seiça, que também colocaram um ponto final no futebol sénior. Os dois clubes iriam disputar o Campeonato Distrital da Primeira Divisão e já foram substituídos pelo AREPA e pelo Alferrarede. União de Santarémem lenta agoniaA União de Santarém está à beira do fim, atolada em dívidas. Divorciada por completo da cidade, sem direcção. O clube tem estado em assembleia continuada na tentativa de encontrar alguém que resolva assumir a gestão da colectividade, situação que não tem tido êxito.Na última reunião realizada terça-feira, os sócios voltaram a mostrar o seu desinteresse não comparecendo à assembleia. Tudo indica que a solução preconizada por alguns dos poucos associados que vão discutindo ainda a situação, que é a de acabar com o clube e recomeçar com uma nova associação, é a que começa a ter mais fundamento.Contudo a solução não é muito viável. Como existem dívidas de vulto ao fisco, acabar com o clube e recomeçar tudo de novo pode ser entendido pelas autoridades fiscais como uma fraude, implicando assim os dirigentes que contraíram as dívidas e os que têm tomado a decisão de dar o golpe de misericórdia. O impasse vai continuar.

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