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Erro na avaliação de terreno para expansão da zona industrial de Coruche

Edição de 31.07.2008 | Economia
A CDU de Coruche considera que a autarquia vai pagar mais 126 mil euros do que deveria pela expropriação de uma parcela com 48 hectares destinada à expansão da Zona Industrial do Monte da Barca. Em comunicado, a coligação comunista diz ter havido uma avaliação incorrecta do terreno pelo perito avaliador do Tribunal da Relação, na qual a câmara de Coruche se baseou para definir o valor da expropriação (624 mil euros) da parcela pertencente aos Salesianos. Alega a CDU que o perito estimou que nos 20 hectares de sequeiro uma seara de aveia daria uma produção de 20 toneladas por hectare. “Nem no Vale do Sorraia, nem em qualquer parte do mundo, uma seara de aveia produziu ou produz 20.000 kg/ha. E todos sabem que no máximo a produção rondará os 2.000 Kg/ha”, pode ler-se. O grupo municipal da CDU lembra que após seis anos de promessas adiadas, o presidente da câmara apresentou uma proposta concreta para expansão da zona industrial, razão que atribui ao facto de 2009 ser ano de eleições autárquicas e ser necessário apresentar obra, mesmo que se assumam “encargos desproporcionados”. A coligação justifica assim o seu voto contra o negócio, discutido e aprovado por PS e PSD na assembleia municipal de 27 de Junho. Dia 16, na reunião do executivo, o presidente da câmara, Dionísio Mendes (PS), veio garantir que não será necessária qualquer rectificação à avaliação feita pelo perito, apesar do aviso do vereador da CDU, Isidro Catarino, que defendeu que se devia fazer uma nova deliberação sobre aquela matéria.

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