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Paulo Caldas surpreende ao criticar falta de união de autarcas da região

Presidente do Cartaxo diz que os protagonismos por vezes têm vencido o interesse colectivo

Autarca foi um dos protagonistas na cisão que obrigou à reformulação do projecto intermunicipal Águas do Ribatejo.

Edição de 31.07.2008 | Política
O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), lamentou na noite de quinta-feira que os autarcas da região não se saibam unir em torno de projectos comuns. “Temos tido bons autarcas, bons dirigentes de organizações, mas com incapacidade para trabalhar em conjunto. Temos agido muitas vezes individualmente e com protagonismos”, declarou o autarca numa conferência organizada pela concelhia do PS/Santarém.Declarações que causaram alguma perplexidade na plateia, tendo em conta que recentemente Paulo Caldas foi um dos principais protagonistas de uma cisão no seio da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT): no final do ano passado decidiu seguir Santarém e abandonar o projecto intermunicipal Águas do Ribatejo, que vai gerir os sistemas de água e saneamento básico em sete municípios da Lezíria. Na altura foi muito criticado por alguns autarcas da Lezíria do Tejo, que o acusaram de quebra de solidariedade. O que levou mesmo à sua demissão do cargo de vice-presidente da CULT. Agora diz que tem faltado visão estratégica e que na nossa região “poucos têm sido os políticos capazes de olhar mais além”.Na conferência, realizada no auditório da Escola Superior de Gestão de Santarém e em que participaram também o empresário Henrique Neto e o deputado João Soares, Paulo Caldas afirmou-se favorável à limitação de mandatos políticos e à regionalização. Criticou ainda a “classe política que mandou no país durante as últimas três ou quatro décadas”, dizendo que o facto de não ter havido uma renovação profunda foi “um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento do país”. “Significa que tem havido incapacidade de renovação de mentalidades”.Um dos sintomas disso mesmo é, segundo o autarca, a burocracia extrema da administração pública, que dificulta a vida a quem quer investir e desenvolver o país. Como exemplo dá o facto de a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo levar sete anos para aprovar um plano de pormenor para criação de uma Área de Localização Empresarial. “Isto é um sinal de desconfiança que tem deixar de existir na nossa sociedade”, considera.

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