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Da proa do “Liberdade”

Edição de 30.07.2008 | Sociedade
Da proa do “Liberdade” – um barco varino centenário, propriedade do município de Vila Franca de Xira, reparado e restaurado para viagens de lazer – José Torres observa as condições de navegabilidade do Tejo naquela manhã quente de sábado. Sempre que é necessário dá indicações ao mestre e contra-mestre da embarcação que vão ao leme, na ré do barco. Conhece o rio melhor que as linhas das palmas da mão. Sabe onde estão os perigos. É um dos marinheiros das viagens de lazer organizadas para grupos. Só nas horas vagas. Mas fá-lo por gosto. Das centenas de viagens que realizou, apenas de uma guarda más recordações. Aquela em que o mestre da embarcação caiu ao rio e morreu afogado. “Utilizávamos sempre um bote auxiliar para o caso de haver uma emergência. Nesse dia, alguém desenrolou o cabo de segurança do bote que se soltou e caiu à água. O mestre afrouxou o barco e atirou-se ao rio com o intuito de recuperar o bote. Infelizmente, correu mal e nunca mais voltou à superfície. Foi uma tragédia”, conta.Aos 60 anos José Torres já perdeu a conta às viagens que fez Tejo acima, Tejo abaixo. Nascido e criado em Vila Franca, o operador de estações elevatórias, cresceu junto ao rio que atravessa. É admirador de Baptista Pereira – nadador natural de Alhandra que atravessou o Canal da Mancha a nado. Na infância José Torres entrava com os amigos no rio, às escondidas da polícia marítima. “Escondíamos a roupa em casa de uma senhora que gostava de nós”, conta entre risos. Ana Isabel Borrego

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