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“Não troco Marinhais por qualquer outra terra”

“Não troco Marinhais por qualquer outra terra”

Vitorino Santos é presidente da junta de freguesia há sete anos

Marinhais vai estar em festa de sexta a segunda-feira com mais uma edição das Tasquinhas de Verão. Uma oportunidade para falar com o presidente da junta de freguesia, entidade que organiza os festejos. Vitorino Santos, há sete anos no cargo e orgulhoso da obra feita, ainda não decidiu se vai recandidatar-se.

Edição de 30.07.2008 | Sociedade
A poucos dias da abertura das Tasquinhas de Verão de Marinhais, um evento organizado pela junta de freguesia nos dias 1, 2, 3 e 4 de Agosto, fomos encontrar o presidente da autarquia a acertar os preparos para a festa. Vitorino Santos diz ser um homem do terreno e dispensa a secretária, embora tente guardar algumas horas do seu dia para tratar de assuntos nas imediações da junta. “Gosto de andar na rua, é lá que os problemas estão. De manhã costumo ir para o estaleiro, principalmente quando o encarregado não está. Há sempre a distribuição de trabalhos a fazer e para além disso tenho por hábito verificar como estão a correr os serviços ou o que se está a passar”, afirma o presidente da Junta de Freguesia de Marinhais.Com uma freguesia razoavelmente extensa, passa a maior parte do dia a percorrer a vila e imediações ou não gostasse daquilo que faz, esquecendo-se das horas e muitas vezes colocando a família em segundo plano. “Procuro estar algumas horas na junta e a maior parte do tempo é a percorrer a vila a ver os problemas que há. Existem sempre buracos na estrada, valas obstruídas ou lixo nas ruas. E se for possível estou sempre disponível para a população e ver logo no momento alguns assuntos desde buracos na estrada, valas, lixo… Procuro verificar esses problemas no próprio dia se possível”. Autarca há sete anos na junta de freguesia, dedica-se a tempo inteiro ao cargo de presidente, acumulando ainda as funções de presidente da direcção do Centro de Bem-Estar de Marinhais e de responsável pelo transporte de ambulâncias na freguesia. Aposentado da Sub-Região de Saúde de Santarém, em 2005, aproveitou para se dedicar a tempo inteiro à terra que hoje diz não trocar por qualquer outra. “Sou natural de Alcanhões, Santarém, mas estou há 33 anos em Marinhais. Temos amor à terra onde nascemos, mas neste momento não troco Marinhais por qualquer outra terra”. A terminar o seu segundo mandato como presidente da Junta de Freguesia de Marinhais, Vitorino Santos diz estar em período de reflexão quanto a uma próxima recandidatura, afirmando-se de “consciência tranquila” quanto àquilo a que se propôs. “Posso dizer que o programa que apresentei quando me recandidatei foi cumprido em 90 por cento. Temos diversas obras, algumas já concretizadas, outras em construção e outras em projecto”. Complexo desportivo quase prontoO Complexo Desportivo de Marinhais, a obra de maior vulto na freguesia em termos financeiros com dois campos de futebol de piso sintético, um campo de ténis e zona de lazer, está a dois meses da sua conclusão mas não representa para o edil o seu maior feito. “Não há dúvida que o complexo desportivo vai mexer com a vila de Marinhais, não havia zonas para práticas desportivas (futebol e ténis). Em termos financeiros foi a obra de maior vulto mas existem outras que dão embelezamento à terra e que pesam de igual forma como os arranjos urbanísticos na Estrada Nacional 377 ”. Convicto de que os pormenores fazem a diferença, fala com entusiasmo do crescimento que a vila tem vindo a registar e dos muitos casais jovens que têm optado por fixar-se na freguesia. “Procuramos sempre fazer qualquer coisa de diferente. Marinhais tem uma característica peculiar. É uma vila sem edifícios grandes em altura, 95 por cento são vivendas com espaços ajardinados e isso confere outra beleza à vila. Apesar de haver muita construção, não há a política de cimento armado”. Outra obra que vai mexer com a vila será a construção do centro escolar de Marinhais, já aprovado pela DREL, e que vai requalificar uma zona onde também se erguerá o futuro lar de terceira idade em terrenos já cedidos pela câmara municipal. Também a biblioteca municipal que vai ficar junto a escola EB1, 3, e que actualmente está improvisada nas instalações da junta de freguesia, é meta a atingir. “O que o Estado nos dá não chega para nada”O Estado transfere anualmente para a freguesia de Marinhais 80 mil euros. Uma quantia que fica aquém das necessidades que a vila tem. “Existem vilas como Marinhais ou Samora Correia que são prejudicadas por não serem sedes de concelho, mas somos nós que temos de fazer todo o serviço de limpeza de urbanizações, loteamentos, arranjos de jardins, etc... Temos concelhos à volta que têm freguesias com menos habitantes e que recebem mais que nós que temos 8 mil habitantes. Os deputados que fazem a legislação não estão sensibilizados para as nossas realidades territoriais”. Para aliviar a pressão financeira, a junta conta com os apoios da câmara e com as receitas obtidas pelo mercado mensal da vila. A camaradagem que mantém com os colegas autarcas da região são ponto fulcral para a resolução de muitos problemas, onde disputas políticas só travariam o desenvolvimento e prejudicariam a população. Na sua opinião, as juntas de freguesia deviam ser mais ouvidas, nomeadamente nas áreas da saúde e da educação. “Só sabemos das decisões através de outras pessoas que nada têm a ver com a região. Não é justo”. Ainda assim, Vitorino Santos tenta contrariar as barreiras da ruralidade. “Continuamos a asfaltar estradas que foram partidas para colocação de saneamento básico. A requalificar as ruas e a ter atenção aos arranjos urbanísticos. No Inverno não é fácil lidar com as ruas que não estão asfaltadas, criando lamas e no Verão pó no ar. Para além disso as valas obstruídas também são um problema constante”.
“Não troco Marinhais por qualquer outra terra”

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