uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
Penas pesadas para assaltantes de carrinhas de transportes de valores

Penas pesadas para assaltantes de carrinhas de transportes de valores

Trio de Vialonga fez vários assaltos violentos no concelho de Vila Franca

No dia da detenção em Vialonga, os assaltantes tinham repartido 51 mil euros roubados a um segurança junto de um supermercado em Alverca.

Edição de 30.07.2008 | Sociedade
O Tribunal de Vila Franca de Xira condenou três homens, residentes em Vialonga, acusados de assaltos a carrinhas de transportes de valores e carjacking na grande Lisboa com penas de prisão entre oito anos e meio e 14 anos e meio. No acórdão lido a 23 de Julho lê-se que o colectivo de juízes deu como provados dois assaltos a carrinhas de valores, um ocorrido a 15 de Março de 2007, no Sobralinho, e outro a 23 de Abril do mesmo ano, em Alverca, na sequência do qual os três homens, com 26 e 27 anos, foram detidos. Os juízes deram ainda como provados dois roubos na forma tentada e um roubo de viatura.O advogado de defesa dos três arguidos, Brito Ventura, considerou o acórdão “extremamente pesado” e disse que depois de devidamente analisado o acórdão, vai recorrer tanto em matéria de direito como em matéria de facto, uma vez que não se conforma com a justiça desta condenação.Frisando que os arguidos vinham acusados de 13 crimes e que só foram dados como provados três para cada um deles, o advogado considera a pena de natureza social, pois visa “tranquilizar a opinião pública” perante o contexto de crimes de que vinham acusados e pela projecção dada a esta matéria pela comunicação social.Os arguidos foram detidos a 23 de Abril de 2007, em Vialonga. Tinham na sua posse 17 mil euros cada um, resultantes da partilha dos 51 mil euros que estavam no saco que roubaram pouco antes ao segurança de uma carrinha de transportes de valores, no Bairro da Chasa em Alverca. Os três estavam acusados de intimidarem as vítimas com tiros e usarem carros topo de gama roubados, alguns através de carjacking.O Ministério Público acusou os três arguidos de serem co-autores de cinco roubos de automóveis e sete assaltos à mão armada, ocorridos desde finais de 2006 até serem capturados pelos inspectores da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ de Lisboa que os traziam debaixo de olho há várias semanas. Um dos assaltantes conseguiu fugir, mas foi detido mais tarde, num canavial perto de Vialonga, e com a ajuda da GNR e das escutas telefónicas.Os assaltantes actuavam encapuzados, usavam luvas e falavam pouco com as vítimas, facto que dificultou a investigação da PJ e que complicou a produção de prova.A PJ considerou que o grupo revelou ter uma logística bem cuidada que dificultou a operação. “Todos os assaltos eram planeados ao pormenor e eram feitos com carros roubados, com recurso a violência, e gerando pânico junto das vítimas”, explicou o inspector que coordenou a operação. Os arguidos estacionavam os seus carros legítimos, de alta cilindrada, noutros locais bem referenciados para despistar as autoridades e um deles tinha mesmo uma casa na Quinta da Piedade, Póvoa de Santa Iria onde tinha um cofre para guardar o dinheiro dos roubos.
Penas pesadas para assaltantes de carrinhas de transportes de valores

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...