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Administração do CHMT prossegue averiguações para descobrir origem de documento contestatário

Administração do CHMT prossegue averiguações para descobrir origem de documento contestatário

Abaixo-assinado posto a circular no Hospital de Torres Novas foi enviado à ministra da Saúde

Em causa estão algumas medidas tomadas pelo conselho de administração que não agradam aos funcionários.

Edição de 31.07.2008 | Sociedade
Depois de alguns funcionários administrativos do Hospital de Torres Novas terem sido interrogados a 10 de Julho, o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) estendeu a medida polémica às unidades de Abrantes e Tomar, nas últimas duas semanas. Os inquéritos, realizados a 17 e 24 de Julho, tinham como objectivo saber onde e através de quem teriam os funcionários tido acesso ao documento que em Maio correu os três hospitais, contendo diversas críticas ao conselho de administração, presidido por António Andrade. O documento começou por ser um abaixo-assinado mas o texto que serviu de suporte foi enviado à ministra da Saúde como carta anónima, sem signatários. Apesar da contestação, ninguém assume a voz do descontentamento que começou a ganhar contornos mais evidentes nos últimos três meses.“Há falta de pessoal administrativo, pelo que andam a deslocar pessoal, sistematicamente, de serviço em serviço causando problemas no bom funcionamento hospitalar. Há muito pessoal que mete baixa porque não está a aguentar a pressão o que só agrava o problema”, revela fonte ligada ao centro hospitalar. A mesma fonte confirmou a O MIRANTE que a medida de inquirição já era aguardada nas outras unidades, pois tiveram conhecimento do “infeliz episódio” que se passara em Torres Novas. Recorde-se que o documento contestatário chegou a ser afixado no interior das três unidades, reproduzindo-se em seguida e depressa chegou a todos os departamentos de serviço dos três hospitais que tomaram conhecimento do seu conteúdo. Na base do descontentamento dos autores do documento, estiveram medidas que, alegadamente, têm vindo a ser tomadas pelo actual conselho de administração e que, no entender dos autores, põem em causa o trabalho de toda a instituição. “A desmotivação grassa entre os profissionais. É sentido, de forma transversal, um total abandono dos serviços , sem que seja apresentada uma linha orientadora que permita o desenvolvimento dos mesmos”, lê-se no escrito que ocupa uma página e meia de A4.Questionado pelo O MIRANTE sobre os objectivos desta inquirição e sobre o ambiente de contestação que se vive no CHMT, o conselho de administração continua sem dar resposta.
Administração do CHMT prossegue averiguações para descobrir origem de documento contestatário

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