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Câmara de Torres Novas deixa ir 654 mil euros por água abaixo

Câmara de Torres Novas deixa ir 654 mil euros por água abaixo

Incapacidade dos serviços para reparar contadores avariados origina rombo nas receitas

Situação é assumida no relatório de gestão do município referente a 2007.

Edição de 31.07.2008 | Sociedade
A Câmara de Torres Novas perdeu no ano passado 654 mil euros em receitas de água devido ao “elevado número de contadores danificados e à incapacidade dos serviços, por falta de funcionários, de proceder à sua rápida substituição”. Essa situação é assumida no relatório de gestão do município referente a 2007 e foi agora repescada pela concelhia do PSD, para criticar a gestão do município pela maioria socialista liderada por António Rodrigues. O MIRANTE tentou apurar junto da autarquia se a situação entretanto foi corrigida, mas não obteve esclarecimentos até ao fecho desta edição. Recorde-se que o município torrejano tem em curso negociações para deixar de ter responsabilidades directas na gestão dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento básico com a adesão à empresa intermunicipal Águas do Ribatejo, recentemente criada por sete municípios da Lezíria do Tejo.“O município deixa de cobrar 654 mil euros com o fornecimento de água porque não tem pessoal para que no prazo devido possa substituir ou reparar contadores. Será isto sinónimo de boa gestão dos dinheiros públicos?”, questiona a concelhia do PSD, liderada por João Sarmento.Ainda no capítulo das receitas previstas para 2007 que ficaram aquém do esperado está 1 milhão 859 mil euros do Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT), quebra justificada com o facto de não terem avançado empreendimentos como o Boquilobo Golf e a ZAL – Zona de Actividades Logísticas. Na venda de terrenos ficaram por arrecadar 500 mil euros por não terem sido concretizadas as escrituras relativas à venda do direito de superfície do terreno das habitações da cooperativa Sopovo, em Riachos. Críticas aos gastos nas Festas da CidadeOs exemplos de alegada má gestão socialista não se ficam por aí: “O executivo autoriza que se gaste com as Festas da Cidade 150 mil euros, no entanto verificamos que o município tem dívidas avultadas e com alguma morosidade temporal para com as juntas de freguesia e associações desportivas e culturais”. No relatório de gestão de 2007 as dívidas às juntas de freguesia totalizavam 369 mil euros, os clubes desportivos tinham a receber 265 mil euros e os bombeiros 80 mil euros. O PSD considera que “as festas, festinhas e os fogos de artifício poderão ser bons investimentos eleitorais mas não resolvem nenhum problema estrutural do concelho”.“Uma mentira dita repetidamente torna-se verdade. A política económica e financeira deste município não é nem mais nem menos do que isso. É uma política despesista em que o que interessa é a realização de obras de fachada sem se atender ao seu custo de manutenção nos anos vindouros”, criticam ainda os social-democratas.
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