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Empresário tauromáquico insultado nas paredes da praça de toiros de Salvaterra de Magos

Empresário tauromáquico insultado nas paredes da praça de toiros de Salvaterra de Magos

Na origem pode estar diferendo com forcados da terra ausentes da corrida de sábado

O Clube Taurino Salvaterrense demarca-se dos impropérios escritos na parede da praça de toiros pertença da Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra, que já apresentou queixa por vandalismo às autoridades.

Edição de 31.07.2008 | Sociedade
A Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos apresentou queixa na GNR contra desconhecidos que escreveram a tinta frases insultuosas nas paredes da praça de toiros na vila, dirigidas ao empresário que explora o recinto, António Manuel Cardoso (conhecido por Néné). O proprietário da empresa Toiros & Tauromaquia também pretende apresentar queixa contra desconhecidos e já tem um advogado a tratar do processo por o seu nome e imagem terem sido “manchados” após um diferendo com o grupo de forcados da terra que está associado ao Clube Taurino Salvaterrense (CTS). O grupo não gostou de ter ficado de fora do cartel da corrida de toiros de sábado, 26 de Julho, na qual pegaram os amadores de Vila Franca de Xira. O clube taurino já emitiu um comunicado “a demitir-se de qualquer responsabilidade dos escritos que apareceram na praça”, lamentando e condenando o sucedido. O provedor da Misericórdia, Armando Oliveira, ficou indignado com a situação e realça que a instituição teve que mandar pintar as paredes, tarefa que decorreu entre as 06h00 e as 12h30 do dia da corrida porque era “indigno” receber os espectadores naquelas condições. O responsável sublinha que quem quer dizer mal do empresário que vá escrever noutros sítios ou na terra de Néné, revelando que já existem alguns indícios de quem terão sido os autores do acto de vandalismo. As paredes brancas surgiram recheadas de escritos com nomes ofensivos para o empresário.Para o presidente do clube taurino, Ângelo Silva, houve falta de bom senso do empresário ao montar uma corrida sem sequer ter convidado o grupo da terra a participar. Até porque até agora os forcados de Salvaterra tinham sido sempre convidados a pegar nos espectáculos na vila. António Manuel Cardoso tem uma visão diferente e considera que cabe ao empresários convidar os artistas que entenderem e não são obrigados a contratarem sempre os que são da localidade onde se realizam as corridas, realçando que tem contratado o grupo mas que não pode convidá-lo para todos os espectáculos. A guerra agudizou-se quando o CTS, que já tinha previsto organizar uma festa popular com largada de vacas, decidiu fazê-la à mesma hora da corrida de toiros. Situação que levou o empresário, que já foi forcado e cabo do grupo de Alcochete a comentar que o clube deve passar a chamar-se “clube anti-taurino”. Ângelo Silva contrapõe que “quem não se sente não é filho de boa gente” e que a festa foi montada “para quem não quis ir à corrida e estava solidário com o grupo”. Néné disse a O MIRANTE que propôs a realização da festa na arena da praça após a corrida para acabar com o diferendo, mas que o clube taurino não aceitou. O presidente da instituição refere que oficialmente não teve conhecimento desta proposta. António Manuel Cardoso reconhece que a situação não é boa para a festa brava e recorda que já houve um ano em que não convidou os Forcados de Salvaterra de Magos e que na altura “não houve esta polémica”. Néné diz que nos anos que leva de empresário (desde 1981) nunca tinha sido confrontado com uma situação destas e que sempre teve “gente disposta a apoiar a tauromaquia e não o contrário”. Acrescenta que vai continuar o seu caminho “de consciência tranquila”. Ângelo Silva concorda que empresário tem legitimidade para contratar quem quiser, mas recorda que o clube também tem direito a defender os valores e as gentes de Salvaterra que gostam do seu grupo de forcados. E sublinha que se acontecesse a mesma coisa à cavaleira da terra, Ana Batista, que não faz parte do clube, este teria saído também em sua defesa. Esta é a segunda polémica envolvendo grupos de forcados da região em pouco tempo. No início de Julho o grupo de Coruche recusou-se a participar na Corrida da Mulher, na praça da vila, por considerar que os outros grupos escolhidos (amadores do Aposento da Chamusca e os de Cuba) não estavam à altura de uma corrida dessas. O grupo de Coruche acabou por ser substituído pelos amadores de Lisboa, um dos mais importantes do país.
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