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Utentes da estação da Póvoa de Santa Iria criticam falta de estacionamento

Utentes da estação da Póvoa de Santa Iria criticam falta de estacionamento

Horários dos autocarros são incompatíveis para maioria das pessoas

A maioria dos utentes da estação da Póvoa de Santa Iria desloca-se de carro para a estação porque os horários dos autocarros não são compatíveis. Arranjar lugar para o carro é uma autêntica dor de cabeça.

Edição de 31.07.2008 | Sociedade
É de manhã que começam os problemas dos utentes da estação de comboios da Póvoa de Santa Iria. A maioria desloca-se até ao terminal de carro porque não consegue conciliar os horários dos autocarros com os do comboio.Os utentes do Forte da Casa estão entre os mais prejudicados. Quando chegam à estação, os escassos lugares de estacionamento estão quase sempre ocupados por moradores da zona. Isso leva a que muitos condutores, na pressa de apanhar o comboio, deixem os automóveis parados em segunda fila, a bloquear portões e até em cima de passadeiras.Um parque de estacionamento foi construído no local, mas sofreu uma diminuição aquando da construção do Bairro dos Avieiros. Os utentes da estação reclamam mais estacionamentos e ligações com os autocarros.“O maior problema que encontro quando trago o carro é estacionar. As pessoas que aqui moram à volta bloqueiam espaços e impedem que outros lá deixem o carro, como acontece com um restaurante aqui perto”, queixa-se Maria Gonçalves. Outro passageiro, Justino Oliveira, considera que as áreas junto à estação, cheias de caniços, poderiam ser aproveitadas como parques temporários.O presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria explica que todo o espaço envolvente à estação é propriedade privada. Jorge Ribeiro refere que a autarquia está a contactar os proprietários dos terrenos no sentido de poderem ser efectuadas limpezas no local de forma a permitir a expansão dos lugares de estacionamento actualmente existentes. “Relativamente ao espaço ocupado pelo restaurante existente na zona, que tem levantado muitos protestos, a junta não pode intervir porque o espaço é privado. Estamos solidários com as pessoas, percebemos os seus problemas e podemos assegurar que estamos a fazer o nosso melhor para resolver a situação. Estamos a desenvolver um projecto para melhorar a carreira urbana da cidade, de forma a torná-la mais regular e disponível”, revela o autarca. A escassez de transportes públicos rodoviários é uma das razões apontadas para o excesso de automóveis na zona. O último autocarro da estação para o Forte da Casa, por exemplo, arranca por volta das 20h00. “Para mim não serve. Só chego depois das 21h00. Às vezes os comboios atrasam-se 15 minutos e nós quando chegamos os autocarros já partiram e temos de chamar um táxi, o que não sai barato”, queixam-se. Os abrigos não têm condições para acolher os utentes. Quando chove não há qualquer protecção e nas horas de calor é insuportável e o sol bate em chapa. “Muitas vezes temos de procurar sombras longe da paragem porque ninguém lá consegue parar. É horrível”, descreve uma passageira a O MIRANTE.Em Junho os eleitos do PSD na Assembleia de Freguesia do Forte da Casa apresentaram uma recomendação ao executivo no sentido de tornar “prioritário o arranjo de espaços para estacionamento” tendo em conta as dificuldades dos moradores da freguesia que se deslocam de comboio. Isto até que seja construído o novo terminal rodo-ferroviário, que estava inicialmente previsto para 2006, mas que ainda não viu a luz do dia. O presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria, Jorge Ribeiro, adiantou que tem havido muita burocracia no projecto, limitando-se a dizer que a situação “está bem encaminhada”.
Utentes da estação da Póvoa de Santa Iria criticam falta de estacionamento

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