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25/07/2017
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Marco Santos o senhor andebol de Alcanena
A coordenação do projecto e treino de duas equipas fazem parte da sua vida
Edição de 11.12.2008 | Desporto
Marco Santos é um jovem professor de educação física apaixonado pelo andebol. É o mentor do projecto da modalidade em Alcanena. É autenticamente o senhor andebol de Alcanena. É a sua vontade e a sua força que move montanhas e consegue chamar para o clube a maior parte das pessoas que levam por diante a modalidade.O projecto começou no Atlético Clube Alcanenense. “Era então um projecto muito desgarrado, havia uma equipa de seniores, uma equipa de juniores depois uma equipa de bambis, os mais novos. Eu trabalhava sozinho, sem condições em termos técnicos para dar resposta a todo o projecto”, referiu Marco Santos.“Chegou-se a uma altura em que eu e os dirigentes do Atlético vimos que não era possível continuar com o andebol. Como já anteriormente o JAC tinha mostrado vontade em avançar com a modalidade, fizemos contactos, reformulámos o projecto. Acabámos com o escalão de seniores e viemos para o JAC. A partir de então tivemos sempre a preocupação de que entre 10 e 15 jovens da escola primária venham integrar o projecto que assim tem avançado com sucesso”, diz Marco Santos, que para além de coordenador é treinador de duas das principais equipas do clube.O projecto no JAC vai para a quinta época, e nesta altura conta com um grupo de quase uma centena de jovens andebolistas, nos escalões de bambis, infantis, iniciadas e juvenis. São cinco equipas, que têm um enquadramento técnico bem definido. “Para além de mim, tenho o Nuno Fernandes, um jovem que não é oriundo do andebol, mas a quem eu fui dando formação e hoje treina também duas equipas. Os mais jovens são treinados pela Ana Gonçalves, que foi uma excelente jogadora do clube.O entusiasmo com que Marco Santos fala do andebol de Alcanena é contagiante. “Já cá ando há muitos anos. O andebol faz parte da minha vida, muitas vezes a família fica para trás. É verdade que tiro algum proveito financeiro, mas é apenas um pequeno incentivo para o tempo que dedico a todas estas jovens”, garante.A aposta no andebol feminino foi uma opção tomada com toda a ponderação. “Já tivemos andebol masculino, mas cedo vimos que não havia condições para isso. Como Alcanena é um concelho pequeno e tem duas escolas de futebol, percebemos que não podíamos rivalizar com essas modalidades. Foi então que resolvemos apostar no andebol feminino. Uma aposta ganha”, disse o treinador.Nesta altura com as equipas a disputarem os campeonatos nacionais, todas a comandar as respectivas classificações, e com alguns títulos já conquistados, Marco Santos sente-se satisfeito. “Nós e as jogadoras trabalhamos com muita vontade e com muito entusiasmo e os resultados estão aí bem visíveis, por isso estamos orgulhosos e com vontade de ir mais além. Para a próxima temporada vamos avançar para a constituição de uma equipa de juniores, que de certeza será também muito forte, e daqui por dois anos vamos chegar às seniores, para completar o projecto”.Para Marco Santos o êxito do projecto de andebol no JAC foi possível porque as jovens jogadoras perceberam a envolvência do projecto, os pais têm vindo a aderir cada vez mais ao andebol e a própria população do concelho percebe a importância do projecto no concelho. “Mas são as jogadoras que melhor têm conseguido um trabalho muito sério e uma motivação que ultrapassa as melhores previsões de crescimento. Temos nas camadas jovens algumas jogadoras que são grandes esperanças de futuro do andebol nacional, normalmente chamadas às selecções nacionais”.“O meu trabalho é aproveitar a disponibilidade das jovens para treinar e jogar. Mas é preciso também apelar principalmente aos pais para virem cada vez mais ajudar. As exigências da federação são muito fortes e precisamos de mais gente para fazer o acompanhamento dos jogos e das equipas. Os que estamos mais activos começamos a ser poucos, e quando há três jogos em simultâneo não é fácil cumprir todos os requisitos que nos são impostos pela federação”, diz em jeito de apelo Marco Santos.Em relação ao andebol no distrito de Santarém, Marco Santos tem uma visão clara: para ele a vertente feminina é ainda muito incipiente no distrito. “Somos nós, que felizmente estamos no topo nacional. Depois temos o Porto Alto, que tem um conjunto de equipas que disputam também campeonatos nacionais, o que é pouco para um distrito tão grande. Em masculinos há um pouco mais e com um pouco mais de qualidade”.Marco Santos garante que vai continuar a lutar pelo engrandecimento do andebol, a todos os níveis, no distrito de Santarém. “Nós aqui em Alcanena vamos continuar a lutar para que o projecto avance. E vamos continuar a colaborar com outros clubes, para elevar o nível do andebol no distrito”.
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