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Brincar ao Carnaval com a bola no pé

Brincar ao Carnaval com a bola no pé

Gosto pelo futebol junta dezenas de crianças entre os seis e os oito anos

Encontro de Carnaval 2009 realizou-se no complexo do Povoense. Clubes dos concelhos de Vila Franca e Azambuja mesclaram escolas de futebol e futsal.

Edição de 26.02.2009 | Desporto
O desafio é um Arcena – Azambuja e junta atletas de dois concelhos vizinhos. No final da partida, que a equipa de Alverca venceu por duas bolas a zero, Marco Lopes, técnico do Grupo Desportivo Unidos de Arcena, revela-se satisfeito. “Queremos chegar ao fim do encontro só com vitórias, mas o mais importante é o convívio”, refere, depois de uma das primeiras partidas do Encontro de Carnaval 2009, que juntou no sábado várias dezenas de crianças entre os seis e os oito anos no complexo do União Atlético Povoense. A competição faz-se a três rondas, com três equipas em cada uma. Os pequenos atletas, entre corridas, passes e remates, procuram o posicionamento do campo com a mesma convicção com que se divertem. “Temos uma regra para permitir que todos os miúdos joguem. Como temos um número impar, a cada dois minutos, entra um para substituir o outro. Todos devem aprender com os outros e ter uma oportunidade”, explica o técnico. Os guarda-redes também gozam de rotatividade. Em cada competição, muda quem vai à baliza. “Ainda não estão definidos e ninguém pode dizer que só é bom nesta ou naquela posição”, explica Marco Lopes. Entre distracções e treinos, com maior ou menor disciplina, os técnicos dão prioridade à aprendizagem. Vítor Machado, técnico do Alhandra Sporting Clube, revela como, mesmo nos treinos, “tentamos levar as coisas para a brincadeira, com jogos tradicionais, como a apanhada, e só depois nos concentramos mais na cultura táctica e no treino com bola”. A vontade de encontrar numa das crianças um futuro campeão muda para um entusiasmo pelo desporto enquanto actividade física, no caso dos filhos. “Quando foi a distribuição das camisolas fiquei contente. Não houve insistência de ninguém para ficar com esta ou aquela camisola, por causa de nenhum jogador”. Na competição, o fair-play existe e é para cumprir. Sem cartões, sem faltas e sem desentendimentos os mais jovens dão um exemplo que poderia servir para os mais velhos. E nem quem está pouco habituado a jogar e relvado, como a equipa de futsal do GD Vialonga, se mostra menos disciplinada. “A bola prende mais, e o jogo é mais lento que no pavilhão, mas eles estão habituados a jogar de duas em duas semanas em encontros com outras equipas e dão a volta”, explica Luís Patacas, treinador da equipa. A marcação de lances de linha lateral, com o pé ou com a mão, conforme as regras do futebol que cada um joga, faz-se de forma espontânea.Na assistência, mas por vezes junto das quatro linhas, os pais assistem entusiasmados. João Brito, pai de um dos jogadores da Casa do Benfica de Alverca, olha atento para a partida que o seu filho joga, mas sublinha que compensa levantar às sete da manhã para assistir ao jogo. “Eles adoram jogar e isto abre-lhes uma nova visão do mundo”.
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