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Incorrigível Serafim das Neves

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Edição de 26.02.2009 | E-mails do outro mundo
Quem pensa que os políticos não pagam pelas decisões que tomam desengane-se. Basta meditar um pouco sobre o que aconteceu em Almeirim. Imagina que o presidente da Câmara tinham mandado o munícipe que lhe mandou dois tiros no carro a Cuba para tratar da vista, como fez o Moita Flores em Santarém? A esta hora, em vez de dois buracos na viatura, tinha dois buracos no cabedal.E Sousa Gomes não tem apenas o mérito de não ter dado olhos de lince cubano ao descontente munícipe pistoleiro. Tem também o mérito de ter escolhido para sua chefe de gabinete uma mulher de múltiplos talentos. Como ele próprio fez questão de explicar aos jornalistas, a intrépida Rosa tirou-o do cenário de guerra em menos de um fósforo e acelerou de tal maneira que o desaustinado perseguidor ficou nas covas. Já se sabia que Rosa Nascimento lhe emendava os erros dos ofícios. Agora ficamos a conhecer as suas aptidões para guarda-costas. Cá por mim quem tem que ir a Cuba para ser operado à vista são os elementos do júri que a chumbaram nas provas para chefe de divisão. Cambada de ceguetas!!Não foste só tu a ficar decepcionado com as beijokas subaquáticas de Constância no Dia dos Namorados. Numa terra com dois rios e uma piscina não se percebe como é que não apareceram a concurso as trutas beijoqueiras lá do sítio. Eu tenho desculpa, os beijos debaixo de água fazem-me mal à vesícula. Mas o resto do pessoal não tem desculpa. E tens toda a razão. Um beijo de 35 segundos não é um beijo. Beijos mais longos que esse dava o Brejenev aos membros do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética nos tempos em que ainda havia União Soviética. O que me espantou mais foi ver que o presidente da Câmara, sempre tão elogiado pelo seu trabalho autárquico, não se atirou à água e a uma qualquer munícipa de caixa-de-ar bem aviada, para dar o exemplo. Em ano de eleições nem um dinossáurio como o António Mendes se pode dar ao luxo de desperdiçar uma oportunidade de brilhar. De borbulhar. Bater aquela marca vencedora estava perfeitamente ao seu alcance. Eu que já o ouvi discursar posso garantir-te que o homem tem fôlego para muito mais.Estou a escrever-te este e-mail antes de terça-feira de Carnaval. Esta é uma época que não me traz boas recordações. Quando era pequenino a minha mãe vestia-me de minhota. Ainda hoje estou para saber como não dei em travesti. Anos mais tarde, num entrudo bem português, levei com um penico de mijo cediço pela cabeça abaixo. Ainda hoje parece que sinto aquele cheiro. Toda a gente se riu mas eu não achei piada nenhuma. Não achei nem acho. De vez em quando vou assistir a um desfile, mas venho sempre deprimido. As sambistas vão com uma cara de dor de calos que até dói. A música da fanfarra dos bombeiros traz-me à memória a formatura para o rancho na parada do quartel. E o pior de tudo é que ainda temos que pagar bilhete para ver aquilo. Ver, porque participar não podemos. Eu tentei participar lixei-me. A samboka a quem me atirei com movimentos pélvicos que supunha serem sexys era namorada do condutor do tractor onde ia o carro alegórico. Na terceira volta ao recinto o gajo passou-me com uma roda por cima do dedo grande do pé esquerdo. Esse mesmo, o da unha encravada. Uivei tanto que ganhei o prémio de imitação de animais selvagens. Cumprimentos de Quarta-feira de cinzasManuel Serra d’Aire
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