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Colocou de lado a carreira militar para se dedicar aos seguros

Colocou de lado a carreira militar para se dedicar aos seguros

José Castro Jorge estabeleceu-se no Cartaxo após experiência nos Estados Unidos da América

O técnico trata de todo o tipo de seguros. Ocasionalmente chegam-lhe contratos de seguros de clientes com algum poderio financeiro, que querem “segurar” barcos ou aviões.

Edição de 25.02.2009 | Identidade Profissional
Há cerca de 20 anos que José Castro Jorge é profissional na área dos seguros, mas foi em 1992 que se estabeleceu no Cartaxo. Gere a sua empresa com a esposa, que é responsável pela parte financeira, e com o filho, que faz a análise de risco dos seguros a contratar pelos clientes. Conta ainda com uma funcionária para a área administrativa. São cerca de 18h00 de sexta-feira e José Jorge está a emitir uma apólice de um seguro automóvel. O trabalho é feito no computador mas a secretária está cheia de documentos. Formulários, impressos, contratos, sem esquecer máquinas de calcular. Um poster do Sporting na parede e algumas placas alusivas às empresas por onde passou compõem uma parede. Apesar da ajuda da Internet, os seguros ainda envolvem muito papel. Há que detalhar no contrato o que é coberto pelo seguro mas também indicar expressamente ao cliente as cláusulas não inclusivas.José Jorge costuma entrar ao serviço às nove da manhã e não é invulgar chegar a casa perto das 23h00. Geralmente passa as manhãs no escritório. À tarde viaja pelo país, de Vieira do Minho a Vila Real de Santo António, passando por Lisboa, Seixal ou Benedita. Algumas propostas envia via Internet com a simulação dos valores em causa, mas na maior parte das vezes o trabalho é feito pessoalmente.O técnico trata de todo o tipo de seguros. Seja aqueles que estão relacionados com o património, como os seguros de casa, da empresa, do carro ou de responsabilidade civil, quer os seguros de vida que incluem os planos de reforma, de investimento, de saúde, para citar alguns exemplos. José Jorge lida habitualmente com dez por cento de empresas nos seus negócios e já fez seguros para bancos, empresas, câmaras municipais, hotéis, entre outras entidades. Ocasionalmente chegam-lhe contratos de seguros de clientes com algum poderio financeiro, que querem “segurar” barcos ou aviões.Noventa por cento do trabalho tem a ver com clientes individuais, os que mais precisam de aconselhamento. “Se por exemplo alguém nos vende um seguro automóvel que custa 180 euros e um dia aparece um vidro partido, é bom que o cliente saiba antecipadamente que por mais 20 euros incluía no contrato a cobertura de quebra de vidros”, exemplifica José Jorge.Experiência militar e o modo de vida americanoNatural de Goa (então território da Índia administrado por Portugal), José Jorge viajou para Moçambique após a invasão de 1961 por tropas indianas. Ficou por África até aos 13 anos e com o 25 de Abril veio para Portugal. Com 24 anos iniciou o serviço militar e aí fez carreira como miliciano de artilharia durante cinco anos até chegar à patente de tenente. A carreira militar não o seduziu e anteviu algum desprestígio e falta de meios por que hoje passam as Forças Armadas. “Se calhar hoje era coronel mas não me arrependo”, acrescenta. Os Estados Unidos foram a sua próxima paragem por não vislumbrar grande futuro no país. Em terras do tio Sam, José Jorge ganhou a estaleca necessária que hoje lhe é muito útil como profissional de seguros. “Comecei a trabalhar em seguros e conheci uma pessoa que me convidou para trabalhar como finantial planer – um técnico que faz a análise global das necessidades de uma pessoa em matéria de seguros. Faz-se uma análise das necessidades individuais do cliente e das suas possibilidades. Em função disso assina-se um contrato que pode incluir seguros de acidentes, de saúde, planos de reforma e de financiamentos, etc. O que as necessidades de uma pessoa ou de uma família ditarem a longo prazo”, explica José Jorge.A experiência americana durou cinco anos até receber um convite para trabalhar para um grupo segurador espanhol como consultor financeiro em Portugal. O profissional não pensou duas vezes e instalou-se em Lisboa, onde ficou apenas um ano. Com o know-how adquirido fixou-se por sua conta no Cartaxo a partir de 1992, criando a Principal - Mediação de Seguros, Lda.“Nos Estados Unidos cheguei a começar um processo de seguro para milhares de trabalhadores de uma produtora de cinema, desde o electricista aos quadros superiores. Foi um grande desafio num negócio que lancei e passei a outra pessoa”, recorda.José Jorge é um crítico do sistema que permite que os bancos vendam seguros e que esse processo seja, muitas vezes, conduzido por pessoas que têm objectivos de vendas e que não estão preparadas para informar os potenciais clientes de todas as cláusulas ou demais condições e exclusões dos contratos. “Não é profissional de seguros aquele que vende apenas pelo preço. Conta mais o equilíbrio entre o preço e as coberturas previstas”, sustenta. Apesar do ritmo de trabalho forte durante a semana, José Jorge não deixa de estar contactável 24 horas no fim-de-semana. Mas procura levar para casa tudo menos o tema dos seguros.
Colocou de lado a carreira militar para se dedicar aos seguros

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