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Associação do Cidadão Deficiente apresentada em Almeirim

Edição de 26.02.2009 | Sociedade
Sensibilizar e alertar os cidadãos do concelho de Almeirim, coordenar e dinamizar a actividade dos deficientes e os seus interesses colectivos é o objectivo da Associação do Cidadão Deficiente do Concelho de Almeirim (ACIDECA) apresentada oficialmente na tarde de sábado, 21 de Fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Almeirim.Qualquer pessoa pode tornar-se sócio pagando uma quota mensal de um euro. A ACIDECA, criada oficialmente a 19 de Novembro de 2008, nasceu de uma conversa entre amigos que partilham uma deficiência física e que decidiram organizar-se para lutar pelos seus direitos. “Por exemplo, grande parte dos passeios estão ocupados com carros estacionados. Quem tem uma deficiência física não consegue andar normalmente nos passeios que estão destinados às pessoas e não aos automóveis. Esta situação pode colocar a vida dessa pessoa em perigo”, alerta Francisco Pereira, um dos mentores do projecto.Para os responsáveis da ACIDECA este é o concretizar de um sonho uma vez que, na sua opinião, o panorama da deficiência em Portugal não é muito bom. “A deficiência em Portugal precisa de lóbis, muitos lóbis e é para isso que vamos existir”, referiu Francisco Pereira, durante a sessão de apresentação.A curto prazo querem criar um gabinete jurídico de apoio a pessoas que tenham algum problema, quer físico quer psicológico. Actualmente, a ACIDECA está a desenvolver um projecto de levantamento das situações de deficiência no concelho para terem uma ideia da realidade com que se vão deparar. Está também nos seus planos abrirem delegações em todo o concelho de Almeirim.Um exemplo de coragemFrancisco Pereira – mais conhecido por Gogas – tem 40 anos e é um exemplo de como é possível ultrapassar uma adversidade. Entrou na vida militar aos 17 anos onde permaneceu até aos 22 anos, quando perdeu um braço num acidente militar. “O primeiro ano foi muito complicado, andei completamente transtornado. Tive que me adaptar novamente à vida civil numa altura em que todos os meus amigos estavam na tropa. E tive que me adaptar novamente à vida tendo só um membro superior”, conta a O MIRANTE.Segundo Francisco Pereira, depois do acidente há que aprender tudo de novo. “Existe um problema psicológico que todas as pessoas com deficiência adquirida têm que é a preocupação como os outros nos vêem. Temos sempre a tendência de nos esquecermos de nós próprios. Quando ultrapassamos essa situação torna-se tudo mais fácil”, explica.

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