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Escola Gago Coutinho em Alverca palco de confrontos entre grupos rivais

Edição de 26.02.2009 | Sociedade
Os conflitos entre grupos de jovens rivais continuam na Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, e obrigaram à intervenção policial várias vezes durante a semana passada. “Segunda e terça-feira por volta da hora do almoço houve pancadaria a sério dentro e fora da escola entre alunos dos dois grupos de Vialonga e Arcena”, relata uma fonte escolar. A mesma fonte confirma que costumam decorrer pequenas lutas na escola, mas as coisas atingiram proporções mais graves e foram vividos momentos de tensão.Ao que O MIRANTE apurou estiveram também envolvidos familiares e amigos dos alunos. Na quarta-feira à tarde dezenas de pessoas de Vialonga concentraram-se em frente ao estabelecimento de ensino. “Começaram os movimentos de pessoas externas para tentarem entrar na escola, mas a polícia fechou o portão. Fomos mandados para casa por volta das cinco horas e por isso não tivemos a última aula do dia”, revelam alguns alunos.A polícia esteve no local durante os três dias e minimiza os confrontos. “Foi apenas uma pequena escaramuça resultante de uma quezília criada numa festa durante o fim-de-semana”, assegura o comandante da PSP de Alverca.António Dionísio garante que a polícia teve a situação sempre controlada e que foram aplicadas as medidas e a força necessárias. “ Houve nervosismo de alguns elementos e tivemos de impor a nossa ordem com a devida autorização da escola. Foram identificadas algumas pessoas na esquadra e apreendidos uma navalha e alguns paus”, referiu o comandante, garantindo que não há razão para alarme.O conselho executivo da escola preferiu não prestar declarações. A associação de pais da escola “acha estranho” não terem sido informados oficialmente pela direcção da escola sobre os acontecimentos. “Parece que estes casos de violência começam a ser normais. Há uma passividade, ninguém nos diz nada e depois somos apanhados de surpresa. Soubemos pelos nossos filhos”, confessa Jorge Queirós um dos responsáveis.A vereadora da Educação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira defende que as associações de pais devem ser parceiros na resolução dos problemas. Lamenta os actos de violência vividos na escola e garante que a autarquia está disponível, para em conjunto com as entidades responsáveis, estudar medidas preventivas que evitem situações idênticas.A autarca afirma não ter dados que lhe permitam dizer que este caso tenha alguma relação directa com o facto de no início do ano se terem juntado cerca de 300 alunos vindos da Escola Infante D. Pedro.Na edição de 25 de Maio do ano passado O MIRANTE noticiou a existência de grupos rivais na secundária Gago Coutinho em Alverca que se envolviam em confrontos dentro e fora da escola. Na altura um estudante tinha sido agredido por outro com uma navalha. Os responsáveis desvalorizaram e consideraram que a rixa entre estudantes foi um caso isolado.

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