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Tribunal aceita contactos da menor Esmeralda com o casal Gomes

Edição de 26.02.2009 | Sociedade
O Tribunal de Torres Novas definiu um regime transitório de contactos entre a menor Esmeralda Porto e a sua mãe e o casal Luís Gomes e Adelina Lagarto. A menor, que vive com o pai, Baltazar Nunes, desde 19 de Dezembro de 2008, passará a ter um regime de visitas semanal com a mãe, Aidida Porto, e com o casal que a criou desde os três meses, sempre sob a mediação da pedopsiquiatra Ana Vasconcelos.Para 26 de Março foi convocada uma nova conferência entre todas as partes para avaliar este regime transitório e preparar contactos futuros, revelaram os advogados no final da reunião realizada dia 18 de Fevereiro. Até essa data, a menor vai ter uma visita semanal com a mãe ou o casal, cabendo três contactos à progenitora e uma única vez ao casal. No final da reunião, o sargento Luís Gomes mostrou-se satisfeito com este acordo, que permite o “reencontro” com a menor, de quem se separou no final de Dezembro de 2008, já que o tribunal confirmou a guarda ao progenitor. “É importante que a menina conviva com toda a realidade da vida dela, incluindo nós que a criámos durante sete anos”, afirmou o militar, que não desiste de pedir a guarda da menor. “Não sabemos quando mas temos a convicção que a menina vai conviver connosco”, acrescentou. Por seu turno, o advogado de Baltazar Nunes, José Luís Martins, confirmou também o regime provisório de contactos, mas salientou que a menor “neste momento não quer visitas”. No entanto, o causídico concordou com esse regime, até porque há “um passado que tem de ser ultrapassado”. Já o advogado de Aidida Porto, Pedro Rocha Santos, salientou que existe agora o objectivo que a “criança se aproxime de todos” para minimizar os impactos na sua estabilidade. Entretanto, no dia 27 o Tribunal de Torres Novas vai discutir um processo de alteração do poder paternal interposto pela mãe da criança, Aidida Porto. A mãe da menor entregou a criança com três meses de idade ao casal Luís Gomes e Adelina Lagarto. O pai perfilhou a filha quando ela tinha um ano, após ter feito testes de paternidade. Desde então, o progenitor tem ganho sucessivas batalhas judiciais para reaver a guarda de facto da criança, algo que conseguiu só no final de 2008, quando a menor tinha quase sete anos.

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