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Paulo Caldas defende promoção integrada dos vinhos

Paulo Caldas defende promoção integrada dos vinhos

Presidente da Câmara do Cartaxo considera que deve existir esforço de concertação
Edição de 06.05.2009 | Economia
O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), defende que a promoção dos vinhos deve ser feita de forma integrada. “Ouvimos dizer que Portugal tem um excelente vinho, mas falta integração e concertação de esforços entre as várias entidades”, disse o autarca durante a inauguração da Festa do Vinho, na noite de quinta-feira, 30 de Abril.Paulo Caldas lembra que há um conjunto de municípios que trabalham em parceria para promover o vinho dentro e fora do país e que o dão a conhecer potenciando-o como património, cultura, turismo e gastronomia. “Com uma ligação forte e entrosamento é mais fácil trilharmos o caminho em conjunto”, apelou. O autarca considera que a época difícil que se atravessa pode ser a oportunidade para se dar um salto qualitativo valorizando a vinha, o vinho e o mundo rural.Uma teoria corroborada pelo ministro da Agricultura. Jaime Silva lembra que mesmo em época de crise o sector do vinho não foi afectado. “Anda toda a gente à procura de uma solução milagrosa para a crise, mas é mesmo aí que está a resposta. Para ultrapassar a crise é preciso produzir mais e melhor e manter a personalidade no sector dos vinhos”.O governante lembra que o sector – que envolve mais de 200 mil empregos - tem uma situação invejável em relação a muitas outras indústrias, falando no Cartaxo como um exemplo a seguir no seio de uma região do Ribatejo “que não deve ter complexos em relação ao Douro ou ao Dão”. A vigésima primeira edição da Festa do Vinho, arrancou na quinta-feira e terminou no domingo, 3 de Maio. As tasquinhas com gastronomia típica voltaram a dar vida ao certame que para muitas empresas, pequenos artesãos e alguns municípios foi mais uma oportunidade de mostrar o que de melhor se faz na região. Linha de crédito bonificado para apoiar adegasAs adegas cooperativas podem utilizar a linha de crédito bonificado que o Governo disponibilizou para o sector agrícola no valor de 175 milhões de euros. O objectivo é a renegociação com os créditos que têm na banca. O anúncio foi feito no Cartaxo pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, durante a cerimónia de encerramento do seminário sobre adegas cooperativas, na Quinta das Pratas, que decorreu antes da inauguração oficial da Festa do Vinho, presidida pelo governante, ao final da tarde de quinta-feira.A ideia é dar um novo fôlego ao sector e permitir em alguns casos as concentrações de adegas. “Muitas não têm capitais próprios e estão em dificuldades”, reconheceu o ministro. A bonificação da taxa de juro, de acordo com o que o Governo aprovou em Fevereiro, pode ir até 100 por cento.O presidente da Fenadegas - Adegas Cooperativas de Portugal, Jorge Gonçalves, lembra que é difícil a concentração tendo em conta a natureza das cooperativas, mas Jaime Silva lembra que está disposto a encontrar soluções para ajudar o sector a ultrapassar a burocracia e a ter acesso aos fundos.
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