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Há treze anos a ajudar a cuidar do físico

Paulo Ribeiro é instrutor de fitness em Santarém e diz que os homens se preocupam mais com o exercício

Os portugueses ainda se preocupam mais com a imagem do que com a saúde, mas, aos poucos, a situação está a mudar, diz o instrutor de fitness.

Edição de 06.05.2009 | Identidade Profissional
Paulo Ribeiro, 37 anos, nunca teve dúvidas quanto ao seu futuro profissional. As melhores notas na escola sempre foram a Educação Física e chegou a ser atleta federado em três modalidades: futebol, basquete e BTT. Foi por isso com naturalidade que enveredou pela área do desporto e tornou-se instrutor de fitness.Começou a trabalhar há cerca de 13 anos. Natural do Cartaxo, o seu primeiro emprego foi num ginásio em Santarém. Mas a vida profissional levou-o para vários ginásios em Lisboa. O cansaço da corrida diária entre Vila Chã de Ourique, onde morava na altura, e a capital fizeram-se sentir ao fim de algum tempo e Paulo Ribeiro optou por voltar a trabalhar na cidade escalabitana.Há cerca de quatro meses abriu o seu próprio ginásio em Santarém, o Visual Fitness, para todas as pessoas que queiram manter um corpo e uma saúde saudável. Um espaço com cerca de 700 metros quadrados e aproximadamente 350 alunos. Metade homens metade mulheres.Professor de aeróbica, pump, step, cardio, musculação e spinning (aula feita numa bicicleta fixa), o instrutor confessa que a sua modalidade preferida é gap – trabalha essencialmente glúteos, abdominais e pernas. E explica porquê: “É uma actividade mais dura porque trabalha intensamente várias partes do corpo e onde se nota resultados mais rapidamente”, disse a O MIRANTE.Cada aula dura cerca de 45 minutos e é uma forma de aliviar o stress praticando um desporto que melhora a capacidade de resistência física e faz bem à saúde. Os exercícios são diferentes de aluno para aluno. Depende das suas necessidades, do seu tipo de corpo e que zonas devem trabalhar mais afincadamente. Por isso, o instrutor programa um plano de treino que melhor se adeqúe a cada aluno.Paulo Ribeiro considera que actualmente as pessoas praticam mais desporto do que quando começou a trabalhar no ramo. É uma modalidade em expansão no nosso país. Mas nem sempre procuram os ginásios pela saúde. Os portugueses ainda se preocupam mais com a imagem do que com a saúde. Mas, aos poucos, a situação está a mudar. E os médicos têm uma grande responsabilidade na mudança de hábitos dos portugueses. “Felizmente, os médicos já prescrevem actividade física para prevenir doenças. Se for o médico a aconselhar as pessoas fazem, mas se for o instrutor a dizer que a pessoa precisa de fazer ginástica a maioria faz ouvidos de mercador. Outros confessam mesmo que têm muita preguiça para se exercitarem e que gostam de comer”, conta o instrutor sem esconder um sorriso.No entanto, o instrutor garante que ainda existe um longo caminho a percorrer. Paulo Ribeiro diz que os portugueses ainda são um povo de crenças e tradições como, por exemplo, a festa brava e os petiscos e ainda não adoptaram a crença da mentalidade desportiva.Na sua opinião os homens preocupam-se mais com a forma física e com a imagem do que a maioria das mulheres. “Os homens continuam a praticar desporto e fazer aquilo que gostam e continuam a ter tempo para a sua modalidade preferida. A mulher tem uma vida mais complicada uma vez que é quem, normalmente, cuida dos filhos e da casa e isso dificulta a sua vida em termos de conseguir horário para frequentar o ginásio”, refere.Outro problema que dificulta a boa forma física durante os doze meses do ano é, para Paulo Ribeiro, o facto de muitos alunos, sobretudo mulheres, procurarem o ginásio alguns meses antes de começar o Verão. “A ida para a praia faz com que muitos homens e mulheres, mas mais mulheres, procurem o ginásio a partir de Março, Abril quando começa a fazer menos frio. Não há nada mais errado do que isto. Temos que nos preocupar com o nosso bem-estar e com o nosso corpo durante o ano inteiro senão não vemos resultados”, aconselha.A vontade de ter um corpo “de fazer inveja” pode também levar a extremos. Paulo Ribeiro conhece casos de pessoas que entraram no chamado “excesso de treino” o que pode provocar atrofia muscular e a pessoa não consegue desenvolver massa muscular.O instrutor de fitness aconselha todos aqueles que querem perder peso com equilíbrio que procurem primeiro um médico, cuidem da alimentação e façam exercício físico com regularidade. “Se todos os portugueses fizessem estes três conselhos seriamos um país com muito menos doenças”, conclui.

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