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O discurso da revolução traída não corresponde à realidade

Edição de 06.05.2009 | O Mirante dos Leitores
Esta entrevista confirma a regra de ouro para se escrever história. Tem que passar tempo. Tem que ser criada alguma distância. Carlos Matos Gomes é um homem com H (agá) grande e ajuda-nos a perceber melhor um momento histórico de Portugal. Tal como ele eu penso que se foi construindo uma verdade sobre o que se passou. Não houve nenhuma revolução. Se tivesse havido uma revolução o Salgueiro Maia tinha metido o Marcelo Caetano na Chaimite e tinha-o levado dali para fora nem que fosse a pontapé. Não aceitava que ele se rendesse apenas ao Spínola. E não lhe tinha feito a continência quando entrou na sala onde ele estava, por muito bem-educado que fosse. Numa revolução não se passa o comando aos superiores hierárquicos como aconteceu no dia 25 de Abril de 1974.Sobre o facto da guerra colonial ser a fase da nossa história mais estudada também concordo. E para além dos estudos há os livros, os filmes, as peças de teatro os documentários. Carlos Matos Gomes acerta em cheio quando afirma, sem papas na língua como se esperava de uma pessoa como ele, que só quem não lê e não se interessa é que pode dizer que não se fala da guerra. Por mim tinha ficado a noite inteira a ouvir falar o Coronel Carlos Matos Gomes. E já passei umas horas valentes a ler os livros do Carlos Vale Ferraz.Marciano Fausto Correia Gomes

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