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Grupo Etnográfico de Alverca ensaia em sala sem condições

Grupo Etnográfico de Alverca ensaia em sala sem condições

Responsáveis pelo grupo esperam que a promessa de uma nova casa seja cumprida

O Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Alverca do Ribatejo espera desde 2005 por uma nova casa. Os ensaios decorrem numa sala com pilares ao centro e sem espaço para o espólio que o grupo foi concentrando.

Edição de 06.05.2009 | Sociedade
Os fundadores do Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Alverca do Ribatejo (GEDCAR), concelho de Vila Franca de Xira, Manuela Dias e Joaquim Dias, reclamam um espaço digno onde possam ensaiar e expôr o vasto espólio que o grupo foi adquirindo ao longo de treze anos de existência.Os cerca de 60 elementos que compõe a colectividade ensaiam há seis anos no rés-do-chão de um edifício, com dois pilares ao centro, cedido pela junta de freguesia de Alverca do Ribatejo. “O espaço é muito pequenino para ensaiar e temos de dançar de volta dos pilares. O nosso espólio está a aumentar e não temos mais espaço onde expor”, lamenta Manuela Dias.Em 2005 a colectividade assinou um protocolo com a junta de Alverca que previa a ampliação das instalações. “Estamos em 2009 e está tudo igual. Assinamos um protocolo para nada e depois veio a promessa de um espaço nos lavadouros, mas ainda não sabemos quando é que vamos mudar”, conta a responsável, cansada das promessas não cumpridas.De acordo com Joaquim Dias a solução encontrada pela junta não vai resolver a situação mas apenas remediar. “Precisamos de um local maior e melhor. Só depois de ter feito o pedido à junta para que fizesse um sótão onde pudéssemos arrecadar o material todo, é que eles acederam a fazer”, conta o fundador.O casal, natural do Alentejo, confessa que já levou o nome e a bandeira de Alverca, de Norte a Sul do país e Espanha e considera que mereciam um tratamento melhor por parte de quem manda. “Estamos cansados. Temos dado muito e vemos pouca recompensa, mesmo a nível da freguesia, das entidades máximas, para o trabalho que temos feito”, revela desiludida Manuela Dias.Agraciados com o galardão de mérito cultural da freguesia de Alverca, o GEDCAR conta com alguns apoios. Da autarquia de Vila Franca de Xira recebe 4000 euros por ano e com a junta de Alverca assinou um protocolo, há cerca de 3 meses, que prevê o pagamento de 900 euros anuais.O casal considera que, a par do Rancho da Casa do Povo de Arcena, são dos mais activos e representativos grupos do concelho, além de serem os dois candidatos à Federação Portuguesa de Folclore. “Não há nenhum grupo federado no concelho e temos trabalhado para isso. Sinto-me física e psiquicamente desgastada depois de 13 anos a remar contra a maré, mas acredito que vamos lá chegar e concretizar esse sonho” diz convicta Manuela Dias.Quanto à renovação e à adesão de novos elementos ao GEDCAR o cenário não é o ideal, mas os responsáveis compreendem que outros atractivos existem. “Estamos perto de Lisboa, há o computador, a internet, os empregos, os centros comerciais. Tudo isso rouba a possibilidade de as pessoas participarem no folclore”, lamenta Joaquim Dias.Os sócios são os próprios elementos do grupo provenientes de várias freguesias do concelho de Vila Franca de Xira e ninguém recebe nada. É o preço a pagar pela paixão e dedicação ao folclore português.
Grupo Etnográfico de Alverca ensaia em sala sem condições

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