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Vizinhos queixam-se de excesso de barulho de bares em Alpiarça

Comissão de Moradores quer que câmara municipal resolva situação
Edição de 06.05.2009 | Sociedade
Os moradores das ruas Óscar Monteiro Torres e Dr. Manuel Arriaga, junto ao Clube Desportivo “Os Águias”, em Alpiarça, dizem não suportar mais o barulho nocturno proveniente de dois bares que funcionam nessa zona. Em Outubro de 2008 entregaram na Câmara de Alpiarça um abaixo-assinado com cerca de 40 assinaturas onde garantem que os dois bares não respeitam os níveis de ruído permitidos sobretudo aos fins-de-semana e feriados.“É impossível descansar ao fim-de-semana. Já pedimos para o proprietário do Gasómetro colocar o som um pouco mais baixo, mas sempre que fazíamos o pedido era garantido que nessa noite a música estava sempre mais alta. É raro o fim-de-semana em que adormeço antes das cinco da manhã. Já cheguei ao ponto de vir trabalhar de noite para a minha oficina porque sei que não consigo dormir com tanto barulho”, afirma José Azevedo que mora na rua Óscar Monteiro Torres.A Comissão de Moradores que está a tentar resolver a situação enviou uma carta à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) cuja resposta chegou a 20 de Abril. No documento a que O MIRANTE teve acesso, pode ler-se que a APA confirma que, nos termos da alínea x) do artº 3º do Regulamento Geral do Ruído (aprovado pelo Decreto-lei nº9/2007, de 17 de Janeiro), as ruas Óscar Monteiro Torres e Dr. Manuel Arriaga inserem-se numa “zona sensível” onde não é permitido o funcionamento em horário nocturno (das 23h00 às 07h00) de qualquer estabelecimento comercial, de serviços ou restauração.No mesmo documento pode ainda ler-se que os bares em questão – Gasómetro e Outra Vez Ilda – são enquadrados como “actividades ruidosas permanentes”, ficando obrigados ao cumprimento de requisitos acústicos. A fiscalização da situação é da responsabilidade da câmara municipal.José Azevedo garante que a Comissão de Moradores pediu à autarquia que avançasse com a avaliação acústica dos locais. “Perguntamos à presidente se já tinha os valores dos decibéis dos dois bares com ela e ela disse que sim mas recusou-se a adiantar os valores dos mesmos. O que perguntamos é porque é que ela não revela os valores? Não lhe convém fechar os bares?”, questiona.Também Conceição Garnel, residente perto do local, diz que não se consegue habituar ao barulho excessivo que todos os fins-de-semana têm que suportar. “Às vezes acordo com a batida da música e é muito difícil conseguir voltar a adormecer. Os donos dos bares podiam ter um pouco de respeito pelas pessoas que precisam de dormir e, pelo menos, baixar o som da música”, refere.José Azevedo garante que a Comissão de Moradores não quer que os bares fechem nem reclamam com o barulho que as pessoas fazem no exterior. Apenas querem que o barulho seja reduzido.O vereador do Trânsito da Câmara Municipal de Alpiarça, José Carlos Ferreirinha (PS), disse a O MIRANTE que a autarquia realizou a medição de ruído dos dois bares e os testes revelaram valores acima do permitido por lei. “Os proprietários dos bares em causa foram notificados no sentido de tratarem da questão do barulho o mais rápido possível. Ou deixam de colocar música na esplanada ou têm que baixar o volume”, explicou o vereador. O MIRANTE tentou contactar com os proprietários dos bares O Gasómetro e Outra Vez Ilda mas até ao fecho desta edição tal não foi possível.

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