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Clube Atlético Riachense campeão

Clube Atlético Riachense campeão

Tal como há um ano, título distrital voltou a ficar no concelho de Torres Novas

Desta vez foi o Campo Coronel Mário Cunha o talismã para as equipas do concelho de Torres Novas. Na época passada foi o Torres Novas que se sagrou campeão distrital e esta época a história repetiu-se com a vitória do Clube Atlético Riachense sobre o União de Tomar. A duas jornadas do fim da competição, a dar o título à equipa Riachense.

Edição de 13.05.2009 | Desporto
A festa começou logo aos 15 minutos de jogo, quando Marco Neves, inaugurou o marcador, na conversão de um livre. Bruno Lemos colocou a bola na área e de cabeça Marco Neves antecipou-se a toda a defesa do União de Tomar e cabeceou com êxito para o fundo da baliza defendida por Ricardo.Assim que a bola entrou na baliza, toda a equipa, suplentes incluídos, correu para junto de Marco Neves, abraçando-se e festejando o título que estava mesmo ali. O Riachense apenas precisava de um ponto para garantir desde logo o primeiro lugar e a vantagem de 1- 0 sobre o segundo classificado não deixava margem para grandes dúvidas.O golo veio também serenar os ânimos. Apesar da confiança generalizada, o certo é que até ao golo, o nervosismo parecia prender os movimentos dos jogadores. No primeiro quarto de hora o Riachense falhou pelo menos duas oportunidades flagrantes de golo, ambas por Bruno Lemos, com uma delas a acertar na trave. Nas bancadas os adeptos já começavam a desesperar pelo golo que nunca mais chegava.E não se pense que o União de Tomar vinha com espírito de ser o cabeçudo da festa. Apesar de ocupar o segundo lugar da classificação, a equipa da Tomar nunca se entregou e aos 28 minutos podia ter empatado. Mas o Riachense esteva sempre por cima. À meia hora de jogo, Tamandaré, teve nos pés o golo da tranquilidade mas falhou escandalosamente por cima da barra quando só tinha de encostar o pé para desviar o passe de Marco Neves.Acabou por ser o jovem defesa central Saúl, a não falhar. A quatro minutos do intervalo, após um cruzamento perfeito de Milú, o jovem central rematou para uma grande defesa de Ricardo, mas no ressalto não perdoou.O descanso chegou com o Riachense já a fazer a festa e talvez por isso a equipa tenha regressado algo desconcentrada e a falhar oportunidades incríveis. Como a que aconteceu logo aos sete minutos. Santana entrou pelo flanco esquerdo, foi à linha e cruzou para o segundo poste, onde Tamandaré, sozinho em frente à baliza, não conseguiu acertar no alvo.Teve de ser Marco Neves a aumentar a contagem. Aos 55 minutos, o camisola 21 do Riachense respondeu da melhor maneira a um cruzamento de Pereira e aumentou para 3-0, fazendo também o seu segundo golo no jogo.Aos setenta e cinco minutos de jogo, David ainda reduziu para 3-1. Após um canto da esquerda, o número nove do União de Tomar apareceu de rompante a cabecear para o fundo da baliza de Rui Galrinho.Dois minutos depois surgiu o 4-1. Sanatan veio da direita para o centro e já dentro da área, com pouco simulou o cruzamento para o lado contrário, passou por dois adversários e rematou entre o guarda-redes e o poste, e marcou como quis. Saúl fechou a contagem para o Riachense aos 82 minutos. E Roriz de cabeça estabeleceu o 5-2 final aos 85 minutos.A partir dai foi só esperar pelo último apito do árbitro Rui Santo que, juntamente com os seus auxiliares, passou praticamente despercebido, o que é sempre bom sinal.Assim que o jogo acabou, os adeptos, que eram muitos e bons, invadiram pacificamente o campo e juntaram-se à festa.Frederico Rasteiro levou Riachense ao título Frederico Rasteiro é o treinador do Clube Atlético Riachense há dois anos, trabalhou com muita paciência para chegar ao título. Teve que saber lidar com muitas críticas, por isso era um homem satisfeito e calmo no final do jogo. “Neste momento sinto uma grande alegria como é lógico. Fico feliz sobretudo porque sou o líder de um grupo que alcançou os objectivos da época”, comentou o técnico.Segundo o treinador do clube, planeamento atempado, calma, paciência, organização e até alguns conflitos pelo meio, como é habitual numa gestão de dez meses de um balneário com tanta gente diferente, são as principais razões do sucesso. “Ultrapassámos tudo isso e penso que vencemos com todo o mérito”, disse.Mas Frederico Rasteiro fez questão de dividir os louros da vitória. “É uma vitória de muita gente. É da direcção, do presidente, dos directores, do Miguel Cunha que é um grande dirigente e um grande capitão, é dos jogadores que são uma das partes mais importantes, é de toda a equipa técnica. E quero oferecer a vitória às famílias destas pessoas todas, e em especial à minha esposa, à minha filha, aos meus pais e aos meus irmãos, porque todos eles foram o meu grande suporte”.Deixou ainda uma palavra para a família de Miguel Cunha, “ele sabe porquê”. Quanto ao futuro, Frederico Rasteiro não se quis alongar muito. “Temos que ter a noção de que vai haver uma nova direcção, de certo que vão haver algumas alterações, por isso vamos saborear esta vitória e prepararmo-nos para os restantes jogos e para a final da Taça do Ribatejo”. Derrota não afectou em nada os dirigentes do União de TomarO chefe do departamento de futebol do União de Tomar, Paulo Moura, é um homem do futebol, por isso a derrota não o afectou a ele ou a qualquer dos restantes responsáveis e jogadores. “Foi uma derrota normal, num bom jogo de futebol. Quero dar os parabéns aos jogadores e responsáveis do Riachense, um digno e justo vencedor do campeonato, é indiscutivelmente a melhor equipa”, disse.Realçou a prestação da sua equipa. “Não viemos aqui para ser os cabeçudos da festa, dignificámos a vitória do Riachense, e continuamos na luta pelo segundo lugar, o que é de registo para esta equipa de miúdos formados no União de Tomar e para a equipa técnica. O treinador Eduardo Fortes e estes jovens, com subsídios de 50 e 75 euros, têm feito um campeonato digno de registo”, disse. “São os grandes campeões a seguir ao Riachense. Estou feliz por eles. Sei que há muitas equipas interessadas neles, é sinal que estamos a trabalhar bem. Vamos continuar a apostar em jogadores da nossa formação. Irei fazer tudo para manter a maior parte dos jogadores e o técnico. Vou mesmo mais longe, só fico no departamento de futebol do União de Tomar, se o Eduardo Fortes ficar, o trabalho que ele fez neste últimos três anos é muito bom e não pode terminar”, disse o dirigente.
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