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Fátima e Carregado disputam subida à Liga de Honra do Futebol Profissional

Fátima e Carregado disputam subida à Liga de Honra do Futebol Profissional

Primeiro jogo do play-off é já no domingo, dia 17, no Carregado

Um dos clubes terá lugar na Liga Profissional na próxima época. Treinadores e dirigentes das duas formações estão confiantes no triunfo.

Edição de 13.05.2009 | Desporto
Domingo, o Fátima visita o terreno do Carregado, na primeira “mão” do “play-off” de acesso à Liga de Honra. O segundo jogo será jogado em Fátima, a 24 de Maio. A competição gera expectativa e ansiedade nas duas localidades.O CD Fátima, vencedor da série C da II Divisão de futebol, vai “fazer tudo para subir à Liga de Honra”, apenas um ano depois da queda, garantiu o treinador do clube, Rui Vitória. “O que fizemos deveria ser suficiente para qualquer equipa subir de divisão, mas já sabíamos que seria assim. Estamos aborrecidos porque não concordamos com o modelo competitivo, mas vamos fazer tudo para subir à Liga de Honra”, afirmou o técnico, na antevisão do “play-off” com o Carregado, primeiro da série D.Do lado do Carregado, reina o optimismo e a esperança de conquistar um sonho. A equipa de Éloi Zeferino fez uma recuperação brilhante e passou de “lanterna vermelha” na série D da II Divisão, na nona jornada, ao lugar de acesso ao play-off.“Quando caímos na última posição, os jogadores reuniram-se e concordaram que precisavam de uma atitude mais competitiva. A partir daí, com naturalidade, o clube voltou a ganhar”, explicou o treinador Éloi Zeferino, antigo jogador do clube que conhece bem os cantos da casa.Apesar de atribuir o favoritismo à equipa de Fátima, o jovem técnico acredita na força mental e na qualidade dos seus jogadores. “Vamos defrontar uma belíssima equipa, mas entramos em campo para ganhar”, adianta o técnico que gostaria de jogar em casa na segunda mão do play-off.“Estamos habituados a ultrapassar estes obstáculos e quando o Carregado entra em campo, observa o adversário nos olhos e luta sempre pela vitória”, garantiu Éloi Zeferino.Rui Vitória trabalha tranquilamente a pensar na vitória. O técnico de Alverca está habituado a lidar com a pressão, mas adverte que os jogos com o Carregado são especiais. “Não é o mesmo que jogar para somar pontos. São jogos em que os erros se pagam caro e temos de estar preparados”, sublinhou o técnico, acrescentando que “a motivação tem muita importância”.Sem derrotas fora no campeonato - apenas perdeu dois jogos, consecutivos e ambos em casa, na primeira fase -, Rui Vitória diz que os jogos “serão mais duas finais como os anteriores”Depois de ter comandado o clube do distrito de Santarém na promoção às competições profissionais, em 2006/2007, e na despromoção à II Divisão, em 2007/2008, Rui Vitória manifestou-se satisfeito com a época “estável e sólida”, após a descida. “Iniciámos a segunda fase com apenas um ponto de avanço (sobre o União da Serra) e terminámos com mais 14 (do que o Tourizense). É obvio que é motivo de satisfação, mas temos os pés bem assentes no chão, porque esta é uma oportunidade de ouro para os jogadores de ambos os clubes. No final veremos quem tem mais argumentos”, referiu.Também o presidente do Fátima, Luís Albuquerque, destacou o “crescendo” de forma da equipa: “demorámos algum tempo a adaptarmo-nos a este campeonato, mas, depois do que demonstramos na parte final, só temos de estar confiantes”.O CD Fátima, último classificado da Liga de Honra em 2007/2008, venceu a primeira e a segunda fase de série C, totalizando 20 vitórias, oito empates e duas derrotas, em 30 jogos, sendo que, foi o melhor de todos os clubes na segunda fase, ao somar oito vitórias e dois empates (26-9 em golos).O Carregado chegou à liderança da série na 22ª e última, garantindo o primeiro lugar. Depois, venceu também a segunda fase, com mais dois pontos do que o Lagoa.Nos 32 jogos disputados, nas duas fases, o Carregado, que só selou o apuramento para o “play-off” na última ronda, com um triunfo em Odivelas por 1-0, somou 17 vitórias, sete empates e oito derrotas.O técnico reconhece que, depois de “bater no fundo”, o “valor do grupo e as grandes qualidades dos jogadores” concretizaram a “página mais brilhante da história” do Carregado, ao competir pela segunda vez na II Divisão.Por seu lado, o presidente do Carregado, Ramiro Rodrigues, destaca o “facto histórico para o concelho de Alenquer” com a presença de uma equipa na luta pela subida às competições profissionais. O empresário promete “trabalhar para conseguir chegar ao patamar mais alto”.
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