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Equipas seniores ameaçam estabilidade financeira dos clubes da região

Solução tem sido acabar com os escalões maiores de várias modalidades

No concelho de Vila Franca de Xira, o hóquei e o futebol já viram partir quatro conjuntos. O MIRANTE foi perceber porque desaparecem e regressam os seniores no concelho.

Edição de 14.05.2009 | Desporto
O hóquei do União Desportiva Vilafranquense foi a última vítima, mas o mal tem vindo a afectar vários emblemas do concelho. As equipas seniores dos clubes de Vila Franca de Xira estão a desaparecer, por falta de capacidade financeira dos clubes que as sustentam. O MIRANTE foi perceber a história de três clubes do concelho e a razão que lhes fez perder alguns dos seus melhores atletas. Joaquim Pedrosa foi o dirigente que mais recentemente se viu forçado a acabar com uma equipa sénior. Semanas depois de a equipa sénior de hóquei em patins do clube ser obrigada a terminar um jogo nos Açores por falta de atletas, surgiu a decisão. A indisponibilidade dos atletas e os custos para equipa contribuíram para um final triste.“As equipas séniores recebem um passe, absorvem parte das receitas que outros escalões criam. No nosso caso, para além das dívidas que o clube tem, tínhamos alguma falta de motivação, e em alguns caosos de qualidade. Tivemos de tomar uma opção dar prioridade aos jovens, para investir na qualidade”, conta o dirigente. A expectativas do clube em fazer renascer os seniores ainda não desapareceram. “Temos equipas em três escalões jovens e se houver um trabalho rigorosos, poderemos voltar daqui a cerca de três anos”, considera, o presidente da UDV. O Alhandra Sporting Clube foi um dos primeiros emblemas do concelho a abdicar de uma das suas equipas séniores nos últimos anos. O clube prescindiu em 2006 da equipa mais experiente e futebol. Vítor Silva, hoje presidente recém-empossado, mas à época responsável pelo património do clube, não hesita. “Temos tido um crescimento quase nulo ou negativo do ponto de vista financeiro, na altura, o antigo campo da Hortinha apresentava problemas, por deixar de corresponder ao que ditam as regras dos novos regulamentos desportivos. Temos a vela, a canoagem e o triatalo, além do futebol jovem, que estão a correr bem”. A direcção do clube aguarda a compra de um terreno da Cimianto pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, destinado ao novo complexo desportivo do clube. “talvez na altura, as coisas possam ser diferentes”. Já numa fase de renascimento está o FC Alverca. Depois da extinção da equipa de futebol sénior em 2007, por causa da falência da Sociedade Anónima Desportiva de futebol, a equipa arrancou do zero e disputou até à última semana a promoção à Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa, depois de já ter subido de divisão uma vez. No hóquei sénior, que se extinguiu por razões financeiras em 2006, nenhuma novidade nos jogadores masculinos, que representam até ao escalão juvenil. As jogadoras do clube, no campeonato feminino, chegaram ao escalão sénior e atravessam uma fase de estabilidade. António Manuel Fernanades, presidente da direcção do FC Alverca, tem ideias definidas sobre o rumo que devem tomar as modalidades do hóquei e do futebol. “A minha vontade era que a prática amadora do desporto se generalizasse no país, a dimensão das equipas, à excepção de três ou quatro clubes, nada têm a aver com profissionalismo. Como todos os atletas querem ser profissionais em clubes que não os podem comportar, as equipas seniores vão acabando. Esta é a visão que a maior parte dos clubes desportivos irá ter no futuro. Caso contrário, irão à falência”, vaticina.

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