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Azambuja e Cartaxo eram os municípios da região que pagavam mais tarde em 2008

Azambuja e Cartaxo eram os municípios da região que pagavam mais tarde em 2008

Números da Direcção Geral das Autarquias Locais são contestados por alguns municípios

Os números respeitam ao final do ano e já não espelham a realidade actual, que só daqui a uns meses será conhecida.

Edição de 13.05.2009 | Economia
A Câmara Municipal do Cartaxo estava no final de 2008 entre as que, no país, mais dias levavam em média a pagar a fornecedores. O município cartaxeiro ocupava o 11º lugar, registando 435 dias como prazo médio de pagamento segundo lista elaborada pela Direcção Geral das Autarquias Locais (DGAL). No top 50 encontravam-se ainda os municípios de Ourém (328 dias), Alcanena (259), Sardoal (251) e Tomar (241). Os números não reflectem a realidade actual, só conhecida daqui a uns meses.No capítulo inverso, registe-se os bons desempenhos a esse nível dos municípios de Abrantes (11), Constância (14) e Benavente (16), que em média levam menos que um mês a honra os seus compromissos. Seguem-se Salvaterra de Magos (33), Vila Franca de Xira (38), Vila Nova da Barquinha (41) e Ferreira do Zêzere (48). Ainda dentro dos dois dígitos encontram-se as câmaras de Mação (56), Coruche (63), Almeirim (66) e Rio Maior (81).A meio da tabela encontram-se os municípios de Entroncamento (106 dias) e Azambuja (108). Depois vêm os de Golegã (144), Santarém (172), Torres Novas (213), Chamusca (216) e Alpiarça (238). A lista nacional é liderada pelo município açoriano de Vila Franca do Campo, que segundo a Direcção Geral das Autarquias Locais demorava em média 878 dias a pagar a fornecedores. Nazaré (673) e Ourique (627) ocupavam os restantes lugares do “pódio”. Guerra de comunicados no CartaxoOs números avançados pela DGAL são contestados pelo presidente da Câmara do Cartaxo. Paulo Caldas (PS) reafirma que actualmente a autarquia está a pagar a 47 dias a fornecedores e empreiteiros. “A política de gestão financeira adoptada pelo município alterou completamente essa realidade”, diz o autarca socialista em comunicado.Essa posição surge em resposta a um comunicado do PSD do Cartaxo onde Caldas era acusado de “mentir descaradamente” sobre o pagamento a terceiros. Os social-democratas socorreram-se de um comunicado da autarquia, emitido em Abril passado, onde se dizia que já no último trimestre de 2008 o prazo médio de pagamentos a fornecedores fora reduzido para 47 dias. “Neste contexto de mentira, ilusionismo e propaganda para escamotear a verdade dos factos, o PSD/Cartaxo exige ao presidente da Câmara Municipal do Cartaxo que – por alguns momentos apenas – tenha a coragem de assumir para com os seus munícipes a calamidade em que está a deixar as contas municipais”, lê-se no comunicado do PSD.Paulo Caldas responde dizendo que “com os pagamentos efectuados nos últimos dias de 2008 e logo no início de 2009, resultantes do empréstimo de 13 milhões de euros visado pelo Tribunal de Contas” o prazo passou para os 47 dias, actualmente se mantém. O autarca declara eu “os números menos satisfatórios respeitantes ao período até 2008, no que respeita a prazos de pagamento, são a prova de que a consolidação financeira estabelecida como objectivo do mandato foi bem sucedida”.E Azambuja desvalorizaO presidente da Câmara da Azambuja também desvalorizou os números da DGAL, considerando que se devem à facturação acumulada às empresas Águas do Oeste e Resioeste. De acordo com a DGAL, o tempo médio de espera para o pagamento dos fornecedores pela Câmara da Azambuja era de 108 dias em Dezembro de 2008. “É apenas uma questão estatística”, justificou Joaquim Ramos (PS) acrescentando que “não há motivo de preocupação” uma vez que “o tempo máximo de espera para a generalidade dos fornecedores é de 60 dias”.
Azambuja e Cartaxo eram os municípios da região que pagavam mais tarde em 2008

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