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Desenvolvimento do concelho de Constância passa pelo turismo

Município apresenta plano estratégico que traça prioridades para a próxima década
Edição de 13.05.2009 | Economia
O concelho de Constância deve apostar na próxima década no Turismo, na qualificação dos seus recursos humanos e nas acessibilidades como promotores do desenvolvimento, aponta o Plano Estratégico que sexta-feira foi apresentado publicamente para recolha de sugestões. O Plano Estratégico de Constância 2020 foi elaborado pela Plural, a mesma empresa que está a fazer a revisão do Plano Director Municipal do concelho. A versão final do documento vai ser submetida aos órgãos autárquicos no Verão.António Mendes, presidente da Câmara Municipal de Constância (CDU), considera que se trata de um "excelente documento" que poderá ser "um bom guia" a seguir para quem ficar na câmara - a partir do próximo mandato - na próxima década. "O que se quer é afirmar Constância como um concelho de oferta diversificada e qualificada, para residentes e visitantes, atractivo para o investimento produtivo e em articulação com o sistema urbano do Médio Tejo", disse António Mendes, que se prepara para deixar de gerir os destinos da autarquia ao fim de seis mandatos.O plano define cinco eixos estratégicos, prevendo um total de 72 acções em 15 programas, num investimento global de 70 milhões de euros, para um período de 12 anos, 48 milhões dos quais poderão vir a ser obtidos a fundo perdido dos quadros comunitários e 22 milhões de financiamento municipal.Como projectos mobilizadores, o documento aponta o desenvolvimento do turismo, a valorização dos rios Tejo e Zêzere (com a construção do açude, a reabilitação das margens e aproveitamento do museu), a valorização dos recursos humanos pela educação e formação e as acessibilidades e mobilidade sustentável.Quanto a esta questão, António Mendes reafirmou a necessidade de uma nova travessia sobre o Tejo, já que a situação actual (da ponte ferroviária que foi adaptada a rodoviária, permitindo a passagem alternada de viaturas) "prejudica gravemente o desenvolvimento do concelho" e defendeu o "reforço da coesão com o Médio Tejo", nomeadamente na criação de uma rede de mobilidade.A aposta no turismo, nas actividades de desporto e lazer ligadas ao rio e nas iniciativas culturais, potenciando um conjunto de infra-estruturas já existentes no concelho - o Centro Náutico, o Parque Ambiental de Santa Margarida, o Observatório Astronómico/Centro de Ciência Viva, o Jardim Horto de Camões e a futura Casa-Memória, o Museu dos Rios, o património edificado e rural e eventos como a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem ou as Pomonas Camonianas - são apontados como alternativas de desenvolvimento.A economia do concelho assenta na indústria transformadora (essencialmente ligada à produção de pasta de papel), que representa 70 por cento da riqueza gerada e é a principal geradora de postos de trabalho, sublinhando António Mendes o esforço feito nos últimos anos para diversificação das empresas que se têm instalado na zona industrial.Outra das fragilidades apontadas no plano, além da redução populacional (com 80 quilómetros quadrados, o concelho conta com cerca de 3.800 habitantes), é a carência de estruturas de apoio à primeira infância e a idosos (sobretudo dependentes), apontando uma série de projectos nestas áreas, alguns dos quais já em curso (como os centros escolares).

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