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Associação de Solidariedade Social da Lamarosa reformula projecto de lar

Edição de 13.05.2009 | Sociedade
A Associação de Solidariedade Social de S. José da Lamarosa (ASSSJL) alterou radicalmente a candidatura a fundos públicos do projecto do novo lar de idosos da freguesia, cuja construção se iniciou mas se encontra parada devido a falta de financiamento. Foi feita nova candidatura aos financiamentos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para tentar que a obra seja concluída e abandonada a intenção de investir cerca de 130 mil euros com apoio da Câmara de Coruche e da Junta da Lamarosa (ver edição 22 Janeiro 2009). Estava previsto realizar as alvenarias exteriores e interiores, a colocação da cobertura, os rebocos exteriores e trabalhos de serralharia do edifício. “Decidimos que fazer uma segunda fase de trabalho e ainda ficar com o edifício por concluir não fazia sentido. Todo o projecto foi alterado e candidato ao Programa Operacional do Potencial Humano, no qual o Governo abriu a rubrica para candidaturas de lares e creches com uma dotação orçamental de cinco milhões de euros”, explica Manuel Rocha, presidente da associação. Recorde-se que o edifício de três pisos foi começado a construir a 30 de Julho de 2005, quando se colocou a primeira pedra, fruto de 200 mil euros maioritariamente investidos pela associação, com o apoio da comunidade local, da Junta da Lamarosa e da Câmara de Coruche. A nova candidatura junta a conclusão do edifício e o seu equipamento num custo total previsto de 1,1 milhões de euros. Em vez dos 40 utentes iniciais para que foi projectado, o lar foi agora candidatado para 38 utentes, metade dos quais terá de ser instalada em quartos individuais, a par de 22 utentes em centro de dia e 30 em apoio domiciliário.Todo o processo, entregue a uma empresa, foi recomeçado em finais de Março, e já obteve as aprovações e pareceres necessários de entidades inspectivas, da Segurança Social e da Câmara de Coruche, tendo sido entregue na data limite do prazo, 4 de Maio. O financiamento, explica Manuel Rocha, pode ir até aos 60 por cento do custo da obra. “Caso recebamos a boa notícia da comparticipação, a associação terá de suportar dez por cento do valor remanescente, a Junta da Lamarosa cinco por cento e a Câmara de Coruche 25 por cento”, refere Manuel Rocha. A decisão deverá ser tomada dentro de 60 dias.O presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes (PS), concorda com a estratégia e confirma que a autarquia não se alheará de uma solução para a conclusão do lar.

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