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Vigília na Meia Via contra falta de médicos

Vigília na Meia Via contra falta de médicos

Extensão de saúde fechou em Janeiro deixando mais de mil utentes sem médico de família
Edição de 13.05.2009 | Sociedade
Cerca de 50 pessoas juntaram-se à porta da Extensão de Saúde da Meia Via, Torres Novas, na noite de sexta-feira, 8 de Maio, para protestar contra o encerramento dessa unidade de saúde. Desde 1 de Janeiro último que quem precisa de uma consulta médica tem que se dirigir ao Centro de Saúde de Torres Novas, porque na unidade de Meia Via não há médicos.Maria Emília Vicente mora na aldeia vizinha de Pintainhos e sempre que precisava de ir ao médico deslocava-se a Meia Via. Agora é obrigada a ir a Torres Novas. “Além de ser mais longe tenho que pagar dez euros por um carro de praça. E se não formos de madrugada corremos o risco de passarmos lá o dia e não sermos atendidos”, conta a reformada.Estar treze horas à espera para ser atendida foi o que aconteceu a Manuela Pascoal. Tirou um dia de férias do trabalho para ir ao médico ao Hospital de Torres Novas. Chegou à unidade hospitalar cerca das oito da manhã para a consulta mas só conseguiu ser atendida já passava das 19h00. “Tive que pedir um papel para entregar no meu emprego em como estive o dia todo no hospital para que eles tenham conhecimento do que aconteceu. Quando souberam riram-se da situação mas isto é muito grave e uma pessoa não pode estar doente porque só o tempo que perdemos à espera ainda nos deixa mais doentes”, afirma a auxiliar de acção educativa.A Extensão de Saúde da Meia Via só tinha um médico que, por razões pessoais, abandonou o cargo deixando aquele posto sem nenhum profissional de saúde o que levou ao seu encerramento. Segundo o presidente da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo, Manuel José Soares, só na freguesia de Meia Via há 1182 utentes sem médico de família. Manuel José Soares apontou a O MIRANTE a solução que a Comissão de Utentes considera ideal para resolver a situação da falta de médicos nas localidades mais pequenas. “Devia estabelecer-se um acordo profissional com os médicos reformados, pagando-lhes e distribuindo-os pelos centros de saúde que estão a fechar”, afirma.José Santos Filipe é diabético e, pelo menos de três em três meses, precisa de fazer exames e da receita para os seus medicamentos. “Agora, quando preciso de ir ao médico tenho que me levantar às 5 da manhã para conseguir apanhar a primeira ou segunda consulta do dia. É inadmissível que estas coisas ainda aconteçam nos dias de hoje”, lamenta o utente.
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