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Comerciantes em fúria por causa dos lugares na Feira de Maio em Azambuja

Comerciantes em fúria por causa dos lugares na Feira de Maio em Azambuja

Feirantes protestam contra escalada de preços e redução de vagas

Preços desagradam aos feirantes que souberam terça e quarta-feira por sorteio se poderiam participar. Câmara de Azambuja evoca maior afluência para duplicar o custo do aluguer dos espaços para a Feira de Maio.

Edição de 14.05.2009 | Sociedade
Os feirantes que vão participar na Feira de Maio de Azambuja contestam o sistema de atribuição de lugares no certame anual. Na última terça-feira, durante o sorteio dos lugares para a feira, eram várias dezenas os comerciantes que protestavam contra a redução do número de lugares disponíveis e o aumentos dos preços, que chegou a triplicar em alguns casos, em comparação com os praticados em 2008. Alguns chegaram mesmo a desistir de participar na iniciativa (ver caixa). Benta Martins tem uma roulotte de farturas e foi uma das contempladas com um lugar após o sorteio dos lugares para aquelas atracções. A comerciante nem queria acreditar nos valores que lhe foram apresentados para a participação na feira anual em 2009. “São 1500 euros, o triplo do ano passado. Vamos demorar a feira toda só para chegar a esse valor e se calhar não chega”, antevê a feirante. A área disponível para os “fartureiros” foi reduzida de cinco para três vagas. José Jorge Borrego foi outro dos sorteados e garante que foi a concurso “para tentar ganhar o lugar” mas não sabe como vai pagar o montante. Os equipamentos de diversão também são taxados em 2009 com maior incidência. O aluguer do espaço encareceu de 250 para 500 euros para os divertimentos infantis. “E este ano nem temos electricidade porque a câmara diz que vamos ter de ser nós a pagar o aluguer e a montagem de geradores. Com a crise que está aí ainda perdemos dinheiro aqui. Se calhar nem venho à feira”, reclama António Simões. Júlio Tavares vem há 20 anos para Feira de Maio com um carrossel e vai ficar no espaço com mais dois colegas, menos um que no ano passado. “Pedem balúrdios pelo lugar”, reclama. Uma área de pipocas ou uma zona de venda de quinquilharia custam, a cada feirante, 100 euros. Francisco Darcy, quinquilheiro, viu-se forçado a adiantar a vinda para Azambuja, do local onde estava, em Leiria. “Lá não fazia nada, aqui, se calhar nem vou ganhar para a despesa”, lamenta.As condições de higiene do local onde vão ser instalados os feirantes são também contestadas. Ventura de Alcobia integra o grupo de cinco vendedores de pão com chouriço, que na altura de o sorteio começar, desistiram em bloco da participação, quando lhes foram confirmados os moldes da sua utilização de cada um dos dois lugares disponíveis. “A taxa é de 1500 euros, por quatro dias, quando desde há 26 anos, o valor mais caro que pagámos era de 600 euros. E no local onde estamos desde o ano passado sente-se o cheiro bem forte a esgoto da Ribeira do Valverde, que está ali ao pé. Ali é que a ASAE devia passar para ver as condições em que nos obrigam a trabalhar”, denuncia. Para o presidente da Câmara Municipal da Azambuja, Joaquim Ramos, o espaço do certame oferece boas condições aos feirantes. “Temos uma procura muito grande e este ano impusemos critérios mais rigorosos de selecção. O número de lugares concedidos em 2008 era excessivo. Por razões de segurança tínhamos de criar espaços mais amplos”. Os valores cobrados são, para o autarca, justos. “Tínhamos uma tabela que vigorava quando a feira era relativamente insignificante. As estimativas de 2008 são de 200 mil visitantes. A feira gera outras oportunidades de negócio que não existiam e em períodos de crise a feira de Maio até costuma ter mais visitantes que em épocas de prosperidade”.
Comerciantes em fúria por causa dos lugares na Feira de Maio em Azambuja

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