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Moradores da Quinta dos Anjos fartos de esperar

Moradores da Quinta dos Anjos fartos de esperar

Associação denuncia perigos para crianças em obras embargadas

Residentes denunciam “irresponsabilidade” da câmara de Vila Franca de Xira em todo o processo. Construtor negoceia com autarquia licenciamento de lote 29.

Edição de 14.05.2009 | Sociedade
Os moradores da Quinta dos Anjos, na freguesia de Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, estão fartos de esperar pela resolução dos vários problemas que afectam a urbanização. A associação de moradores exigiu em Abril uma nova reunião com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, a quem acusam de “irresponsabilidade em todo o processo”. Seis meses depois de reunirem directamente com a presidente da câmara municipal, o representante do promotor e a junta de freguesia, os moradores fazem as contas à promessas não cumpridas. “A presidente esteve sempre disposta a reunir e vai-nos dando razão, mas não age, apenas reage ao que dizemos”, reclama João Valério, vice-presidente da associação de moradores da Quinta dos Anjos.Nas obras embargadas, “a falta de vedações que permite a qualquer pessoa e em particular a crianças, o acesso a inúmeros perigos, como os poços de elevador e caixas de electricidade com corrente, sem protecção, varões de ferro espetados no chão e escadas sem guarda”, denuncia o morador. João Valério sublinha ainda terem sido ultrapassados “todos os prazos acordados e considerados razoáveis para regularização do acesso à urbanização”. A limpeza regular das ruas, a manutenção dos espaços verdes, a piscina por acabar e falta de recolha de lixos são outras da reclamações que integram a lista enviada pelos moradores à autarquia. O Gabinete de Apoio à Presidência voltou a confirmar aos moradores que o acesso à urbanização, com início previsto para Maio, se encontra ainda dependente de parecer da EPAL. A piscina depende da revisão do PDM para avançar. A limpeza, a vedação das obras e protecção das fontes de perigo para as crianças é da responsabilidade do construtor. Ao que apurou O MIRANTE, a câmara municipal não planeia reunir nos próximos meses com os moradores. O vereador do urbanismo, Alberto Mesquita, terá no entanto reunido com a promotor da obra, com vista ao acerto de detalhes sobre o licenciamento do lote 29, que se encontra em Reserva Agrícola Nacional, aguarda parecer da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e deverá ter de ser reduzido na sua dimensão para ser construído. Para dia 25 de Maio, estará marcada a reunião final que deverá dar soluções definitivas ao processo. Manuel Mendonça, representante do promotor da urbanização, Beira Negócios e das empresas construtoras Marligi e Marirene, garantiu a O MIRANTE que as obras irão avançar. O construtor revelou que, após a saída do sócio maioritário, os restantes sócios decidiram evitar a insolvência da empresa e levar a empreitada por diante. O responsável justifica os problemas apontados pelos moradores. “As vedações são recolocadas, mas voltam a cair com as intempéries. A piscina era um empreendimento privado, que depende do licenciamento do lote 38, onde havia também um espaço comercial”, conta. “Se os moradores querem ver as soluções surgirem mais rapidamente, devem ir ter com a câmara municipal”, aconselha.
Moradores da Quinta dos Anjos fartos de esperar

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