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Os motards já não são vistos como os “feios, porcos e maus”

Os motards já não são vistos como os “feios, porcos e maus”

Concentração motard em Alverca quer continuar ao nível das melhores

O Moto Clube de Alverca quer colocar a concentração da cidade no roteiro nacional. No último fim de semana 2600 pessoas estiveram no encontro.

Edição de 14.05.2009 | Sociedade
Apesar da chuva que se fez sentir durante todo o dia de sábado, 9 de Maio, a décima concentração motard em Alverca do Ribatejo correspondeu às expectativas e foi das mais concorridas. “Houve um trabalho de equipa espectacular que começou há cerca de dois meses. Tratámos dos contratos com as bandas e de uma série de negociações. Isto tem de ser muito bem planeado porque temos custos elevados e trabalhamos à base dos patrocinadores”, revela o presidente do Moto Clube de Alverca a O MIRANTE.Jorge Graça salienta que conseguiram trazer até Alverca pela primeira vez os UHF e atraíram até à cidade ribatejana centenas de pessoas de dentro e fora do distrito de Lisboa na sexta-feira, sábado e domingo. Além da actuação da mítica banda portuguesa, na noite de sábado, que contou com cerca de 1500 espectadores, destaque para o tributo feito aos Guns N Roses nessa mesma noite e à presença em palco das “Rock a Lady” na noite de sexta-feira, 8 de Maio.“Foi uma aposta para tornar esta uma das maiores concentrações a nível nacional. Há duas grandes concentrações: Faro e Góis. As outras são secundárias e há que mudar essa visão e não deixar que Faro seja o ex-líbris das concentrações porque todas as outras têm valor. E isso foi conseguido em termos de organização”, assegura.O evento organizado pelo Moto Clube de Alverca, actualmente com 132 sócios activos, tem um orçamento de 32 mil euros. O presidente do Moto Clube de Alverca tem 42 anos e é motard desde os 18. “ É um espírito único. É um bichinho que nasce e que é difícil perder”, confessa. Jorge Graça garante que as pessoas olham de maneira diferente os motards. “Estamos a tentar e penso que já conseguimos alterar a visão que se tem. Anteriormente víamos o motard como sendo 'feio, porco e mau', mas acho que essa imagem negativa tem desaparecido”.O responsável afirma que os motards conseguiram conquistar o respeito e a admiração de todos, inclusive das autoridades públicas. Considera que houve essa mudança de mentalidade e aproveita a oportunidade para agradecer o apoio prestado pela PSP, Bombeiros, Junta de Freguesia de Alverca e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.Estiveram em Alverca cerca de 200 motards de Norte a Sul do País. Em três dias beberam-se 55 barris de cerveja, num total de 2750 litros. O quiosque colocado na zona dos espectáculos musicais vendeu 17 quilos de bifanas entre as 18h00 e as 23h00.O presidente do Moto Clube de Alverca lançou o desafio à Junta de Freguesia de Alverca para que as actividades do género sejam divulgadas no site da autarquia ou através de placards. “Há pouca divulgação das iniciativas que se realizam na cidade”, lamenta Jorge Graça. O responsável defende ainda a criação de um elo de ligação entre todas as associações já que são instituições sem fins lucrativos e trabalham com a colaboração de todos.Paulo Martinho, o homem das manobras arriscadasPaulo Martinho - pioneiro no nosso país de um espectáculo motorizado protagonizado por um só homem, para muitos considerado como o melhor do mundo - levou ao rubro as centenas de espectadores com manobras arriscadas, de moto e de carro, durante mais de uma hora.O “artista” de Matosinhos já tinha estado em Alverca há cinco anos. Na altura actuou só com um carro e duas motos, mas desta vez trouxe quatro motos e três carros. “Temos sempre de melhorar e inovar. Não posso parar no tempo e o público também já espera cada vez mais de mim”, revela Paulo Martinho.Em França assistiu ao espectáculo de uma equipa de acrobatas e trouxe a ideia para Portugal, acreditando que o seu futuro poderia passar por ali. “Comecei por uns números copiados por eles, outros melhorados e alguns inventados por mim. O sucesso começou a surgir a partir de 1997. Cheguei a 1999 com uma agenda preenchida”, conta o acrobata do Norte.E assim foi. Hoje vive exclusivamente dos espectáculos que vai realizando de Norte a Sul do país, mas 80 por cento das actuações são feitas na vizinha Espanha. Sempre acompanhado pela esposa. Os dois percorrem milhares de quilómetros para entreterem e impressionarem os que assistem ao espectáculo de acrobacias com motos, carros e muita adrenalina à mistura.
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