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Funcionário autárquico defende projecto de mudança na Câmara de Salvaterra

Funcionário autárquico defende projecto de mudança na Câmara de Salvaterra

Helder Esménio, técnico do município há 26 anos, é o cabeça de lista do PS

Candidato do PS classifica como “medíocre” a gestão do Bloco de Esquerda que “colocou Salvaterra nos últimos lugares do distrito” em matéria de desenvolvimento.

Edição de 20.05.2009 | Política
O desemprego é uma das principais preocupações do candidato do PS à Câmara de Salvaterra de Magos. Helder Esménio, engenheiro civil de 49 anos e funcionário municipal há 26, diz que a autarquia tem travado o aparecimento de novas empresas, dificulta a laboração de algumas existentes e persegue os empresários, em vez de os estimular a investir no concelho.“Foram pedidos 90 mil euros a um investidor para construir a sua fábrica, e para instalar uma panificadora 70 mil euros”, denunciou o candidato que diz que com estas medidas, sustentadas num regulamento municipal inadequado, o executivo obriga as empresas a saírem do concelho, contribuindo dessa forma para que Salvaterra seja o concelho com a maior taxa de desemprego no distrito de Santarém. “Temos mais 60 por cento de desempregados que Benavente e Coruche”, disse na apresentação da sua candidatura na tarde de sábado, 16 de Maio. Em Março, segundo o candidato, havia 1.601 desempregados registados no Centro de Emprego de Salvaterra de Magos, num universo duma população activa de 10 a 11 mil trabalhadores. Simbolicamente, o PS escolheu o jardim em frente da câmara para fazer a iniciativa que juntou duas centenas de apoiantes. Helder Esménio destacou também o abandono escolar precoce que atinge mais de 20 por cento dos jovens do concelho e criticou a ausência duma política de educação visível no atraso na construção dos centros escolares e jardins-de-infância.O candidato independente, que foi chefe de divisão da actual presidente da câmara, Ana Cristina Ribeiro (BE), diz que “há sinais de cansaço e desmotivação” do actual executivo, mas evita as críticas porque quer “romper com o passado e fazer uma campanha pela positiva”. Helder Esménio não quis comentar rumores de que tem sido perseguido desde que anunciou que seria candidato do PS e preferiu dizer que mais de meia centena de colegas foram prejudicados porque aguardaram anos pela promoção a que tinham direito e que só foi resolvida em ano de eleições. Francisco Madelino, presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional e líder da comissão de honra da candidatura, destacou os méritos do candidato e disse que esta não é uma candidatura apenas do PS, piscando o olho aos descontentes que já militaram ou apoiaram o Bloco de Esquerda, CDU ou PSD. O líder distrital do PS, Paulo Fonseca, deixou uma palavra de confiança nos méritos do candidato e garantiu total apoio dos socialistas do distrito para ajudar o PS a reconquistar o município de Salvaterra de Magos. “Temos total confiança no currículo técnico e nas qualidades pessoais do Helder Esménio”, referiu. O concelho de Salvaterra de Magos foi gerido por maiorias socialistas entre 1976 e 1997, tendo o PS perdido nesse ano a autarquia para a CDU, que apresentou então como candidata Ana Cristina Ribeiro a actual presidente.A autarca entrou em ruptura com o PCP, acabando por se candidatar, em 2001 e 2005, como independente pelo Bloco de Esquerda, conquistando a única autarquia do país para este partido. O actual executivo autárquico integra quatro eleitos do BE, um do PSD, um do PS e outro da CDU.
Funcionário autárquico defende projecto de mudança na Câmara de Salvaterra

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