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Idália Moniz é um exemplo do poder no feminino

Edição de 20.05.2009 | Política
Secretária de Estado da Reabilitação, ex-presidente da Junta de Freguesia de Almoster, ex-vereadora da Câmara de Santarém, eleita da Assembleia Municipal de Santarém, presidente da Assembleia da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e membro do secretariado nacional do Partido Socialista. Este é o extenso currículo de Idália Moniz, que entrou para a política há cerca de uma década.Que opinião tem sobre a candidatura de tantas mulheres e muitas delas com reais possibilidades de serem eleitas? O PS foi charneira neste enorme progresso. Há hoje um maior equilíbrio na representação dos géneros nas listas. A lei da paridade deu às mulheres a possibilidade de se afirmarem com maior equidade. Se não provarem, tal como acontece com os homens, o eleitorado saberá naturalmente procurar outras soluções. Entre homens e mulheres. Fico contente porque reconheço nas candidatas do PS, nomeadamente nas várias candidatas às presidências das câmaras do meu distrito, qualificação, determinação e capacidade de trabalho. Estou certa que os eleitores me acompanharão neste entusiasmo.Sem o efeito “quotas” esta realidade seria possível? Sem as quotas o processo seria muito mais lento. Não podíamos esperar décadas por uma mudança de geração que adoptasse outras posturas mais progressistas face a estas matérias. Mesmo com todas as medidas que se têm tomado para facilitar a conciliação entre vida familiar, profissional e pessoal, todos sabemos como a gestão do espaço doméstico, o cuidado com as crianças e com os idosos recai ainda sobretudo sobre as mulheres. A sua afirmação no espaço da cidadania necessita ainda desta sensibilização aos partidos. Basta ver os horários das reuniões partidárias para perceber o que estou a dizer.É um sinal de que o tempo da política como actividade eminentemente masculina já passou à história? Mesmo com estes impulsos legislativos e ganhos civilizacionais, estamos sempre a falar de um processo lento e difícil. Os partidos continuam a revelar e demasiadas vezes a invocar uma evidente dificuldade na motivação e recrutamento das mulheres, o que não se verifica. Confesso que me sinto sempre muito incomodada quando, em cada dia 8 de Março, a imprensa relata com ênfase o número de intervenções e de requerimentos que as deputadas fizeram durante o ano parlamentar. Não me lembro de ver com tanta paixão o mesmo exercício relativamente aos homens. Se fosse feito teríamos provavelmente algumas surpresas. A atitude perante a igualdade de oportunidades na política é uma questão de cidadania. Tem que partir, sem excepção, de cada um de nós.

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